
O pagamento foi descoberto pela Polícia Federal no curso das investigações, cujos detalhe a revista promete relatar, e pode explicar a resistência do presidente do Congresso Nacional de autorizar a instalação da CPMI do Banco Master, que conta com apoio recorde de parlamentares, exceto os que apoiam o governo Lula.
A situação política de Alcolumbre se complica muito e pode custar até mesmo sua posição de presidente do Congresso Nacional e ele está sujeito, inclusive, a ser submetido a processo de cassação de mandato no Conselho de Ética.
O governo Lula (PT), que se afastou de Alcolumbre, tem interesse em sua destituição, principalmente após sua atitude de favorecer a rejeição da indicação de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A denúncia envolvendo o presidente do Senado faria parte da segunda proposta de acordo de delação apresentada por Vorcaro e que foi também rejeitada pela Polícia Federal, como a primeira, por não apresentar fato novo para além do que já se sabe.
Isso significa que a PF já teria apurado antes o pagamento da propina milionária a Davi Alcolumbre, assim como os pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, que, antes citado por Vorcaro como “amigo de uma vida”, foi transformado em alvo do ex-banqueiro.
Vorcaro prometia contar e detalhes, sob acordo de delação, que a propina para o presidente do Senado seria depositada em conta no exterior, em troca de garantir favorecimento de interesses de Vorcaro e seu banco n âmbito das decisões do Senado.
As relações entre Vorcaro e Alcolubre teriam sido intermediadas por Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.
Fonte/Créditos: Diário do Poder
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
