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COLUNA FALANDO SÉRIO
Prof. Herbert Lins – MTE 1143
A democracia só vale quando o meu lado vence?
CARO LEITOR, eleitores da esquerda e da direita parecem ter esquecido as urnas eletrônicas. O silêncio dos antigos críticos, de ambos os lados, é ensurdecedor. Resta saber se, no domingo (25), quem perder reconhecerá o resultado ou ressuscitará as velhas narrativas de fraude para deslegitimar a vontade popular. Se a esquerda, liderada pelo presidente Lula (PT-SP), que busca a reeleição, sair derrotada, poderá atribuir o resultado à suposta intromissão dos Estados Unidos ou recolher-se para lamber as feridas da derrota. Já a direita, sob a liderança do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), poderá resgatar o discurso de fraude nas urnas e alimentar ataques à democracia. O problema não é questionar, desde que existam provas; é transformar suspeitas em certezas convenientes. A democracia não pode ser tratada como um jogo em que as regras são sagradas na vitória e fraudulentas na derrota. Quem hoje silencia diante das urnas precisa lembrar: a legitimidade do voto não depende do vencedor, mas do respeito às instituições. Afinal, democracia não é torcida organizada, nem o eleitorado é obrigado a aceitar a versão dos derrotados como verdade absoluta. Quem perder terá de provar suas acusações, não fabricar desculpas.
Preside
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kássio Nunes Marques, foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Atualmente, preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela condução das eleições brasileiras.
Reforça
Em entrevistas, Nunes Marques tem defendido a legitimidade das urnas eletrônicas e a segurança do sistema eleitoral. Sua posição reforça que a confiança nas eleições deve se apoiar em provas, regras institucionais e respeito aos resultados, independentemente de quem vença.
Proposta
O debate da Band deixou no ar a proposta do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de acabar com a marcação de balas, medida que permite rastrear munições e identificar sua origem quando encontradas com criminosos.
Ignorou
O presidente Lula (PT-SP) começou o debate da Band sem dar “boa noite” e terminou sem pedir votos. Nas considerações finais, ignorou a escala 6x1 e preferiu atacar as privatizações da BR Distribuidora e da Eletrobras, tema que escolheu para encerrar sua fala.
Promessa
Em 2022, Lula (PT-SP) prometeu reestatizar a BR Distribuidora e a Eletrobras, privatizadas no governo Bolsonaro (PL-RJ), mas não cumpriu a promessa. Agora, critica as vendas, enquanto o debate sobre seus efeitos nos preços dos combustíveis e da energia continua.
Atacar
Outro erro de Lula (PT-SP) foi atacar os eleitores do Rio de Janeiro, afirmando que votam em malandros. Num estado com cerca de 12 milhões de habitantes, a declaração pode soar como desprezo ao eleitor fluminense e abrir espaço para Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Bagattoli
Falando em eleitores, Olivia Bagattoli, filha do senador Jaime Bagattoli (PL), viralizou nas redes sociais ao declarar voto em Lula (PT-SP). Ela também aderiu ao movimento “vira voto”, engajando-se na campanha pela reeleição do presidente petista.
Elogiando
A jornalista Luciana Oliveira (PT), ex-candidata ao Senado, publicou um vídeo chamando Olivia Bagattoli de amiga e elogiando sua coragem ao se engajar na campanha pela reeleição de Lula (PT-SP), movimento que repercutiu nas redes sociais de Rondônia.
Reprimenda
Não há, nas redes sociais, vídeo de reprimenda do senador Jaime Bagattoli (PL) à decisão da filha, Olivia Bagattoli, de apoiar Lula (PT-SP). Enquanto isso, o senador está empenhado na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ausência
Criticado pela ausência na campanha de Lula (PT-SP), o ex-candidato a governador Expedito Netto (PT) resolveu aparecer nos atos de “vira voto” em favor da reeleição do presidente no segundo turno e reativar as publicações nas redes sociais.
Confúcio
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) também não apareceu na campanha de Lula (PT-SP) no primeiro nem no segundo turno. No cenário nacional, o MDB declarou apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), distanciando-se do projeto de reeleição petista.
Transição
O governador eleito Marcos Rogério (PL) reuniu-se ontem (19), na sede do Partido Liberal (PL), em Porto Velho, com a equipe de transição, apresentada à imprensa. Segundo ele, a composição do grupo seguiu critérios técnicos, sem indicações políticas.
Descartou
A coluna apurou que os integrantes foram escolhidos pessoalmente por Rogério, sem indicações políticas. O governador eleito Marcos Rogério (PL) também descartou apresentar futuros secretários neste momento. A prioridade é levantar dados e conhecer a real situação financeira do estado.
Orientar
Durante a reunião, Rogério concentrou suas declarações em três áreas prioritárias da gestão: Educação, Saúde e Segurança Pública. O diagnóstico da máquina pública deverá orientar as decisões iniciais do novo governo, antes da definição do secretariado e das medidas administrativas.
Consolidam
Dois nomes se consolidam na disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), para o primeiro e o segundo biênios: os deputados estaduais Alan Queiroz e Jean Mendonça, ambos do PL, ganham espaço nas articulações políticas.
Ampliar
Com aliados no comando da ALERO nos dois biênios, o governador eleito Marcos Rogério (PL) poderá ampliar sua influência política no Legislativo estadual. Nos bastidores, a articulação alimenta a expectativa de concentrar forças na Casa de Leis.
Negociações
Se a articulação se confirmar, Marcos Rogério poderá fazer “barba, cabelo e bigode”: venceu a disputa pelo governo no primeiro turno e poderá contar com aliados na presidência da ALERO nos dois biênios. A definição, porém, depende das negociações e dos votos dos deputados.
Rescisões
A Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV) tem R$ 3 milhões em caixa para pagar rescisões. Diante de denúncias de supostas rachadinhas de 50% a 70%, fica a pergunta: numa rescisão hipotética de R$ 50 mil, quanto voltaria ao bolso de quem?
Hipoteticamente
Se uma servidora comissionada, aqui chamada hipoteticamente de Maria do Socorro, tivesse direito a R$ 50 mil de rescisão, devolveria R$ 25 mil ou R$ 35 mil? A pergunta é provocativa, mas as denúncias exigem apuração séria e transparência.
Pressão
O presidente da CMPV, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), não atende ligações nem responde mensagens. Na manhã de ontem (19), diante da pressão, levantou-se e abandonou a reunião com os vereadores da capital, ampliando as dúvidas sobre a crise.
Atingiu
A demissão dos comissionados atingiu assessores dos gabinetes, da Mesa Diretora e demais cargos de confiança da CMPV. Somados, seriam cerca de 700 desligamentos, em meio à expectativa de despesas com rescisões e às preocupações dos servidores com o fim de ano.
Demissões
Denunciantes ouvidos pela coluna, que afirmam ter sido atingidos pela decisão, alegam que demissões desse tipo se repetem no fim de cada biênio da Mesa Diretora e levantam suspeitas de rachadinha. As acusações, porém, precisam ser investigadas.
Transparência
O espaço da coluna permanece aberto para Gedeão Negreiros (PSDB) e os demais vereadores apresentarem suas versões. O silêncio não prova envolvimento, mas tampouco substitui explicações. Transparência é obrigação pública; suspeitas dessa gravidade exigem respostas e apuração.
Sério
Falando sério, na política, como na vida, o poder não costuma deixar vácuo: enquanto uns ainda tentam explicar a ausência, outros já negociam os espaços. Em Rondônia, a eleição terminou, mas o jogo continua. E, nos bastidores, quem cochila perde a cadeira antes mesmo de a reunião começar.
Fonte/Créditos: Por Herbert Lins Publicada em 20/10/2026 às 09h12


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