
A CPMI do INSS será encerrada nesta sexta-feira, 27, e pelo script desenhado tanto por governistas quanto por integrantes da oposição é que a base petista no colegiado consiga emplacar um ‘relatório paralelo’ isentando totalmente o governo Lula das fraudes no esquema de desvio de aposentadorias e pensões.
Como mostramos nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça e determinou o encerramento dos trabalhos do colegiado. Assim, a CPMI terá que apresentar um relatório final nesta sexta-feira.

No entanto, a oposição no colegiado não tem maioria para aprovar o texto e, ao contrário de outras reuniões, o Palácio do Planalto já deixou claro para seus deputados e senadores que quer quórum máximo de governistas na última sessão da CPMI para derrubar o texto de Gaspar.
Com a possível derrota do texto de Gaspar, pelo regimento interno, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, teria duas opções: encerrar o colegiado sem texto final ou designar um outro parlamentar para apresentar um novo relatório.
Há também a possibilidade de que a base governista na CPMI apresente seu relatório paralelo como ‘destaque’. Assim, o substitutivo lulista poderia simplesmente se sobrepor ao texto que será lido por Gaspar na manhã desta sexta-feira sem a necessidade de designação de um outro relator.
Conforme apurou este portal, o ‘relatório paralelo’ petista não constará nomes como o do Lulinha, e deve vincular o esquema do roubo de aposentadorias diretamente ao governo Jair Bolsonaro. A narrativa petista partirá da premissa que o esquema foi gestado durante a gestão dos ex-ministros Rogério Marinho e Onyx Lorezoni. O relatório petista pretende citar até o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.
A ideia do governo é pedir 170 indiciamentos.
Na visão da base governista, o esquema operou entre 2015 e 2025 e foi viabilizado por uma combinação de falhas institucionais, mudanças normativas e atuação coordenada de diferentes núcleos criminosos. A gênese dele data de 2020, para o PT.
Sobre Moro, os petistas devem apontar em seu texto que o então Ministério da Justiça recebeu alertas do Procon sobre descontos indevidos, mas providências não foram adotadas na época.
Fonte/Créditos: O Antagonista / Wilson Lima 3 minutos de leitura27.03.2026 07:45comentários 0
Créditos (Imagem de capa): Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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