O presidente Lula (PT) e o Itamaraty deram justificativas diferentes para anunciar a revogação do visto diplomático de Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.
Ao Antagonista, a pasta informou que a medida foi tomada “tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington.”

Lula, por sua vez, disse ter proibido a entrada de Beattie no país enquanto os Estados Unidos não liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proíbo de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que tá bloqueado”, afirmou, durante inauguração de um hospital no Rio de Janeiro nesta sexta, 13.
“Aquele cara”, a quem Lula se refere, não afirmou em momento algum que viria ao Brasil visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, onde o ex-presidente está preso.
Na verdade, foi a defesa do ex-presidente que solicitou o encontro, autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que recuou na própria decisão.
A única nota emitida pelo Departamento de Estado americano afirmava que Beattie teria agendas no Brasil.
Nenhuma delas mencionava um encontro com Jair Bolsonaro.
Mais Médicos
Apesar de sair em defesa de Padilha, Lula omite a razão pela qual seu ministro teve o visto revogado pelos Estados Unidos.
Padilha foi um dos arquitetos do programa Mais Médicos no Brasil.
A iniciativa ficou marcada pela escravidão de médicos cubanos em território brasileiro durante o governo de Dilma Rousseff.
Como disse Duda Teixeira no texto “Lula não é mais o presidente do Brasil”, o petista corre o risco de terminar seu…
Fonte/Créditos: João Pedro Farah 2 minutos de leitura13.03.2026 21:07comentários 0/ O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Foto: Ricardo Stuckert / PR
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