A situação da rodovia é crítica e os problemas ampliam com o fim do Inverno Amazônico (chuvas durante meses) neste mês de maio. Em vários trechos os buracos dificultam um tráfego seguro, mais na ligação Presidente Médici-Cacoal devido as chuvas e falta de manutenção adequada.
Durante os períodos de safras de grãos (soja, milho e café), o tráfego no chamado “Corredor da Morte”, Porto Velho a Vilhena é de 2,5 mil carretas, caminhões e treminhões/dia. O alicerce é da década de 60/70 e não tem condições de suportar o volume de tráfego e peso das cargas, hoje com veículos transportando mais de 50 toneladas.
Também há que se considerar o tráfego de veículos de passeio, que é grande.
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Recentemente o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte-DNIT realizou licitação para privatizar o trecho Porto Velho Vilhena, que teve um consórcio vencedor, mas com a condição de instalar sete postos de pedágios, antes mesmo do início das obras de recuperação e adequação da rodovia.
Outro problema no processo licitatório é a duplicação de pouco mais de 100km dos cerca de 700km da ligação de Porto Velho com Vilhena, na divisa com o Mato Grosso. Em aclives serão construídas terceiras pistas, que amenizam a situação, mas não resolvem.
Na ligação de Porto Velho a Candeias do Jamari, com cerca de 20km, único trecho duplicado da 364, uma das pontes sobre o Rio Candeias, foi interditada devido a problemas de infraestrutura esta semana e, mesmo com fiscalização e orientação da Policia Rodoviária Federal (PRF) sobre a interdição de uma das pontes, ocorreu acidente, com uma carreta entrando na traseira de outra, que estava estacionada aguardando a sinalização do “pare-siga”, na ponte. O motorista não conseguiu parar e morreu preso nas ferragens.
O projeto para a 364 carece de um amplo estudo de duplicação, porque a rodovia absorve quase a totalidade das safras de grãos de Rondônia e de parte do Mato Grosso, que são exportadas via porto graneleiro de Porto Velho, pelo Rio Madeira.
O trecho precisa de Duplicação-Já e, para isso, depende do apoio dos senadores e deputados da Bancada Federal de Rondônia, que só tomou partido da situação, somente após a licitação consolidada.
A média de mortes em 2024 no trecho foi de três óbitos por semana, situação que se mantém este ano.