Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
MENU
Geral

Banho de sol - Lula insultava ministros do STF ao cumprir prisão por corrupção, revela carcereiro

Petisya classificou a aliada Cármen Lúcia de "falsa humilde" e disse não confiar em Fachin, que o livraria

Banho de sol - Lula insultava ministros do STF ao cumprir prisão por corrupção, revela carcereiro
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Banho de sol

Lula cncedendo entrevista na PF de Curitiba, onde cupria pena, observado pelo autor do livro e fotografado pela assessoria.

DP

Publicidade

Leia Também:

Redação

O policial federal Jorge Chastalo Filho, que atuou como carcereiro de Lula (PT) durante os 580 dias em que o petista ficou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, descreve no livro Banho de Sol conversas em que o então ex-presidente demonstrava forte ressentimento e decepção com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) indicados por ele e por Dilma Rousseff. A informação foi divulgada primeiro pela colunista Monica Bergamo, da Folha.

Os principais alvos das críticas eram Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux. Na época, o STF rejeitava sucessivos pedidos de liberdade, restringia entrevistas e adiava julgamentos que poderiam anular as condenações de Lula na Operação Lava Jato.

Críticas a Cármen Lúcia

Em julho de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisava se Lula poderia se candidatar à Presidência, o petista teria chamado a ministra de “falsa humilde”. Segundo o relato de Chastalo, Lula lembrou de uma conversa prévia à indicação dela ao STF, em 2006:

“A Cármen é uma falsa humilde, Chastalo. Conhece esse tipo de gente? Em uma conversa comigo, para que eu a indicasse ao STF, começou dizendo que seu primeiro brinquedo foi uma boneca de sabugo. E que seu pai tinha as mãos calejadas de trabalhar. E que aprendeu com seu pai que uma coisa muito importante na vida é a gratidão. E eu caí nessa!”

Em outro momento, Lula teria dito que foi dormir com “um ódio muito grande da Cármen Lúcia” e a chamou de “miserável”, além de afirmar que ela estava “insegura, fazendo merda”.

Ataques a Fachin e Fux

Sobre Edson Fachin, Lula teria dito que ele “é um filho da puta mesmo”. O petista afirmou que não o indicou durante seu governo porque não confiava nele, e que Dilma Rousseff o consultou antes de nomeá-lo. Lula ainda criticou o perfil religioso do ministro, comparando-o a alguém que “come hóstia hoje, mas faz merda amanhã”.

Em relação a Luiz Fux, a irritação teria surgido em 2018, quando o ministro derrubou uma autorização (concedida por Ricardo Lewandowski) para que a Folha e o El País entrevistassem Lula na prisão. Segundo Chastalo, Lula afirmou:

“O Fux passou mais de um ano frequentando toda cerimônia quando eu era presidente, com cara de cachorro pidão. Mas nunca confiei nele. Aí veio a Dilma e acabou nomeando esse canalha, por indicação do [Antonio] Palocci e do [Sérgio] Cabral.”

Elogios pontuais e contexto

De acordo com o livro, poucos ministros escaparam das críticas. Lula teria elogiado Gilmar Mendes e Celso de Mello por terem “coragem”, enquanto se referia a outros como “boi do cu branco” — expressão que, segundo o petista, designa um touro covarde que não disputa o posto de reprodutor da manada. Ele teria dito que muitos ministros “não aguentam uma capa da Veja” e evitam decisões controversas.

Lula foi libertado em novembro de 2019, após o STF – baseado em decisão de Fachin – mudar o entendimento sobre a prisão antes do trânsito em julgado. Em 2021, o próprio Fachin anulou as condenações da Lava Jato por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, decisão mantida pelo Plenário.

Reportar ErroSiga o DPGoogle News

Fonte/Créditos: Diário do Poder

Créditos (Imagem de capa): Lula cncedendo entrevista na PF de Curitiba, onde cupria pena, observado pelo autor do livro e fotografado pela assessoria.

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 05/11/2026 09:43
Os principais alvos das críticas eram Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux. Na época, o STF rejeitava sucessivos pedidos de liberdade, restringia entrevistas e adiava julgamentos que poderiam anular as condenações de Lula na Operação Lava Jato.
O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Correio da Mata
Fale conosco!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR