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Anvisa aprova Yluméc, nova caneta de semaglutida da EMS

Medicamento para tratamento de adultos com diabetes tipo 2 é similar ao Ozivy, do mesmo laboratório. Registro amplia portfólio da farmacêutica em mercado que ganhou novos concorrentes após fim da patente do Ozempic

Anvisa aprova Yluméc, nova caneta de semaglutida da EMS
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Yluméc, medicamento à base de semaglutida da farmacêutica brasileira EMS, para tratamento de diabetes tipo 2. A aprovação foi publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União.

 

O Yluméc foi registrado como medicamento similar, na modalidade clone, e tem como referência o Ozivy, também da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado. "Clone" é uma modalidade regulatória usada quando um medicamento é registrado com base em outro já aprovado, aproveitando determinadas informações regulatórias e técnicas do chamado produto matriz.

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O Ozivy foi o primeiro produto contendo semaglutida aprovado pela Anvisa após a queda da patente em 20 de março. Até então, a exclusividade na fabricação dos medicamentos contendo esse princípio ativo (Ozempic e Wegovy) era da farmacêutica Novo Nordisk.

O Yluméc será comercializado em canetas aplicadoras com concentração de 1,34 mg/ml de semaglutida. As apresentações terão volumes de 1,5 ml (com quatro aplicações de 0,25 mg ou 0,5 mg) e de 3 ml (com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg).

Após o registro sanitário, o medicamento leva um tempo até chegar às farmácias. O preço para o consumidor ainda terá de ser definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

O registro do Yluméc ocorre após outras duas aprovações de produtos com semaglutida da EMS. Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e aos exercícios.

Em 13 de agosto, a Anvisa também aprovou o primeiro medicamento genérico de semaglutida do país, da EMS. Diferentemente do Yluméc e do Ozivy, o produto não tem nome comercial, conforme determina a regulamentação, e é identificado apenas pelo princípio ativo.

Com a aprovação do Yluméc, a EMS passa a ter três produtos registrados com semaglutida, em categorias regulatórias distintas. Eles podem funcionar como uma estratégia de mercado dentro do portfólio da empresa, pois permite que a EMS tenha mais de uma marca comercial para a mesma molécula.

A aprovação ocorre em um momento de abertura do mercado brasileiro para a substância. Em julho, a Anvisa aprovou cinco canetas de semaglutida sintética: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.

Em agosto, a agência registrou três novas canetas: o genérico de semaglutida da EMS; o Semaclique, da Germed, classificado como medicamento similar; e o genérico de semaglutida da Germed.

VEJA PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A SEMAGLUTIDA

O QUE É A SEMAGLUTIDA?

A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ela imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.

Ao ativar os receptores de GLP-1, a substância ajuda a controlar a glicemia, reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade, podendo contribuir para a perda de peso.

A tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) atua sobre dois hormônios: o GLP-1 e o GIP. Por isso, é chamada de duplo agonista.

OS MEDICAMENTOS JÁ ESTÃO À VENDA?

Não. Embora a Anvisa tenha concedido os registros, os medicamentos ainda precisam passar por outras etapas antes de chegar às farmácias. Entre elas está a definição do preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

QUANTO VAI CUSTAR UM GENÉRICO?

O preço dos novos genéricos ainda não foi definido.

Pela legislação brasileira, os medicamentos genéricos devem chegar ao mercado com preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. O valor efetivamente cobrado nas farmácias, porém, pode variar.

O QUE É UM MEDICAMENTO GENÉRICO?

É um medicamento que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica e pela mesma via de administração do medicamento de referência.

Para receber o registro, precisa demonstrar equivalência em relação ao produto de referência. O genérico não tem marca comercial: na embalagem, aparece o nome do princípio ativo.

O QUE MUDA PARA QUEM USA OZEMPIC?

A aprovação de novos medicamentos de semaglutida amplia o número de produtos disponíveis no mercado e pode aumentar a concorrência. Isso, porém, não significa que um produto possa ser substituído por outro. A intercambialidade depende da categoria regulatória e dos testes apresentados à Anvisa.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE GENÉRICO E SIMILAR?

Os dois precisam demonstrar qualidade, segurança e eficácia à Anvisa, mas há diferenças na forma de comercialização. O genérico não tem marca comercial, enquanto o similar é identificado por uma marca ou nome comercial.

O genérico pode ser intercambiável com o medicamento de referência quando atende aos requisitos regulatórios. Já o similar só pode ser substituído pelo medicamento de referência quando for classificado como intercambiável pela Anvisa.

Em regra, um genérico e um similar não podem ser trocados diretamente entre si.

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Fonte/Créditos: 31/08/2026 15:30 ‧ há 1 hora por Folhapress Brasil

Créditos (Imagem de capa): © Getty

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