Pitacos sobre Vilhena
Inexiste viabilidade para um projeto de semi-anel viário que desvie o fluxo cada vez mais maior de caminhões extrapesados que cada vez mais comgestiona o trecho urbano da BR-364, semi-anel de início apenas no sentido Cuiabá-Porto Velho, a ser construído a partir de um ponto depois do Posto Fiscal, à altura da Cargill, Rical ou Haus Bier, num arco Leste-Norte, cruzando as últimas quadras da saída para Juína (MT), as avenidas Paraná, Marques Henrique, Melvin Jones, religando-se à BR-364 antes do frigorífico na saída para Pimenta Bueno. Isso iria desapropriar grandes áreas lindeiras a ele, topograficamente muito instáveis e acidentadas, evitando a construção de uma ponte por trás do frigorífico e a extensão por mais 2 ou 3 km do acesso, até a rotatória de junção de volta à rodovia, já na plana reta de saída rumo a Pimenta Bueno?
Lá vão os pitacos:
(I) Os acordos transnacionais com potências econômicas do Extremo Oriente (China, Japão, Coréia do Sul, Taiwan, Hong-Kong, Singapura, Indonésia), via NAFTA, vão aumentar exponencialmente o volume dos fluxos de caminhões extrapesados que sempre usaram o perímetro urbano de Vilhena apenas para seguir rumo a outras paragens nos períodos de safra de soja, milho e algodão, vindos de Juína, Juruena, Sapezal, Colíder, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Comodoro, Pontes e Lacerda e Cáceres, com destino à exportação via Porto de Porto Velho;
(II) Vindo do Sul e Sudeste, também vai igualmente se multiplicar o tráfego de cargas "de passagem" para os outros Municípios de Rondônia e também do Acre, indispensáveis para abastecer de móveis, eletrodomésticos, pneus, autopeças, combustíveis, máquinas e implementos agrícolas, torres, materiais elétricos, escolares, de construção, vestuário, medicamentos e gêneros alimentícios todas as centenas de grandes redes de farmácias, restaurantes, hotéis, hipermercados e shopping centers;
(III) O "pega-pra-capar" por espaço e mobilidade nas faixas expressas e em ambas as marginais vai aterrorizar o fluxo local de veículos de carga comercial (água & gás & pet & Sedex), ônibus escolares, aplicativos, caminhonetes do Setor Chacareiro e para pequenas entregas urbanas, e tornar mais grave a "disputa" com motociclistas, ciclistas - sem esquecer, lateralmente, a travessia de pedestres e cadeirantes, os riscos para ciclistas, motociclistas, picolezeiros e até para as "Rondocap girls", todos às voltas com calçadas atulhadas ou obstruídas e sempre desniveladas, nas duas avenidas paralelas, linhas auxiliares das marginais - Major Amarante e Capitão Castro.
(IV) Existe óbice legal para a desapropriação das áreas essenciais para as obras de terraplanagem, compactação, asfaltamento, sinalização e iluminação desse que poderia vir a ser um belo cartão postal de chegada a Rondônia, por meio de uma abertura de concorrência pública internacional para aquisição de lotes de 20.000 a 200.000m2 por empresas interessadas em manter e aumentar faturamento (postos de gasolina que ali abririam filiais e não perderiam galonagem), hotéis, pousadas e restaurantes do tipo"country", áreas de lazer com paisagismo e assim por diante? Existe? Qual?
(V) (Des)vontade política ou inapetência para a trabalheira imensa que isso dá - acho que até isso se afasta, se a gente lembrar da palavra mágica: "PEDÁGIO".
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