
Seis dias depois de anunciado o Nobel da Paz, Lula (PT) passa vergonha internacional ignorando a ganhadora Maria Corina Machado, reconhecida por sua luta corajosa pela democracia e contra o tirano que se mantém no poder na Venezuela à base de corrupção, fraudes e alegada ligação ao narcotráfico. Governos saúdam do Nobel da Paz para estarem ao lado dos bons, mas Lula prefere desrespeitar Corina, a quem já sugeriu “parar de chorar”, e bajular o amigo ditador Nicolás Maduro.
Passador de pano
Lula tem passado pano para regimes autoritários, como a Rússia de Putin e ditaduras como a do Irã dos aiatolás, Cuba e Coreia do Norte.
Misoginia ideológica
Lula tampouco felicitou Narges Mohammadi, Nobel da Paz de 2023, uma defensora de direitos humanos e de mulheres vítimas de violência do Irã.
Brasil envergonhado
O regime iraniano tem tanto medo de Narges Mohammadi que a prendeu no dia do anúncio do seu Nobel. O mundo inteiro protestou, exceto Lula.
Silêncio dos covardes
Lula também deve silenciar, caso o amigo Maduro prenda, torture, talvez mate Maria Corina, que vive escondida para se proteger de sua caçada.

Governo já fala em morte do ‘SUS da Segurança’
O clima no Ministério da Justiça é de fim de festa com a tramitação na Câmara da proposta do ministro Ricardo Lewandowski que cria o tal “SUS da Segurança”. Por ora, Mendonça Filho (União-PE), que não é o relator dos sonhos do governo, até é poupado de críticas, centradas no presidente da Casa, Hugo Motta, acusado de falta de emprenho na pauta, e no secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, que é deputado federal influente na comissão especial e na oposição.
Desagrada geral
Associações de delegados, como a ADPESP, pressionam contra o texto, dizem que tem emendas que pretendem extinguir a carreira de delegado.
Só lamurias
Do lado governista, o próprio Lewandowski anda desgostoso com a tramitação da proposta. Se queixa da luta solitária para avançar o texto.
Ladeira abaixo
A tramitação, que já se arrasta, piorou com fala de Lula desmoralizando os parlamentares ao julgar “baixo nível” do Congresso.
Poder sem Pudor
Conversa oblíqua
Afonso Arinos era chanceler de Jânio Quadros, em 1961, quando avisou a um jornalista que o entrevistava que precisava sair. Ia a um despacho com o presidente. O repórter pediu carona e acabou na antessala de Jânio. No despacho, Arinos relatou o que se passava e o presidente mandou chamar o repórter, que – claro – tinha perguntas a fazer. O professor Jânio resolveu testar o entrevistador: “Fê-las por escrito?” O repórter prontamente mostrou uma folha de papel: “Fi-las, presidente”. Jânio leu as primeiras perguntas e observou: “Formas oblíquas! Aprecia-as?” O jornalista seguiu no jogo: “Aprecio-as, presidente...” Afonso Arinos percebeu que uma longa conversa se iniciara e foi embora.
Inseparáveis
O chanceler Mauro Vieira saiu “flustered” (perturbado) da reunião com Marco Rubio. O secretário de Estado americano não deu voltas e deixou claro que a questão política é intrinsecamente ligada ao tarifaço.
Patente baixa
Diplomatas experientes avaliam que a reunião empacou quando Mauro Vieira explicou a Marco Rubio que não está ao seu alcance tratar do fim da “opressão judicial no Brasil” mencionada pelo secretário de Estado.
Lei proíbe? Ora, a lei
Presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), mostrou-se entre indignado e perplexo com a decisão do ministro do STF Dias Toffoli de conceder a investigado o direito de ignorar a convocação para depor.
CPI dos Correios
A quinta-feira (16) fechou com quase 130 assinaturas de deputados que querem instalar uma CPI para investigar os Correios, que foi do lucro ao rombo bilionário. Quem puxa o movimento é Carol de Toni (PL-SC).
Frase do dia
“O silêncio tem muito a esconder”
Deputado Luiz Lima (Novo-RJ) sobre o medo do governo de o irmão de Lula depor na CPMI
Um laranja na CPMI
Para o relator da CPMI que investiga o roubo aos aposentados do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Conafer, movimentou R$300 milhões com suas empresas e seria “peixe pequeno” e “laranja” no esquema bilionário.
Vítimas desprezadas
“A esquerda mostrou de que lado está, e não é do lado do povo”, disse o deputado Coronel Tadeu (PL-SP), sobre o governo esconder o irmão de Lula (PT). “Prefere proteger o irmão de Lula a defender quem foi lesado”.
Ódio e medo presentes
Lula xingou o “baixo nível” da Câmara sem esconder o ódio por Bolsonaro, que, mesmo humilhado, inelegível, amordaçado, doente e condenado a 27 anos de prisão, continua metendo medo nessa turma.
Reforço no Sul
O PL tem reforçado a presença no Sul do País. Ontem, mandou o vereador Carlos Bolsonaro (RJ) para evento em Chapecó (SC). O encontro com lideranças foi organizado pela deputada Carol de Toni.
Pensando bem...
...decisão importante para o Brasil se toma na Itália.
Fonte/Créditos: Cláudio Humberto PODER, POLÍTICA E BASTIDORES Com Tiago Vasconcelos e Rodrigo Vilela
Créditos (Imagem de capa): Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

