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Coluna CH / 15 de maio - Blusinhas: Medida eleitoreira de Lula pode caducar e perder validade

Escândalo não liquida candidatura, Lula que o diga

Coluna CH / 15 de maio - Blusinhas: Medida eleitoreira de Lula pode caducar e perder validade
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Cláudio Humberto
Fernando Haddad (Fazenda) e Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)
Lula e Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, os "pais" da taxa da blusinha - (Foto: Ricardo Stuckert).
 

Líderes da oposição se movimentam para que o senador Davi Alcolumbre (União-AP) imponha nova derrota a Lula e não ande com o plano do petista de derrubar a “taxa das blusinhas”, inventada pelo próprio presidente e concretizada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Cresce a pressão, inclusive com lobby de entidades da indústria e do comércio, para que o presidente do Congresso Nacional devolva a Medida Provisória (MP), ideia que encontra resistência de Alcolumbre. Outra opção, a mais provável, é deixar “caducar”.

Vai deixando

O Congresso tem 120 dias para apreciar a MP. Passado o prazo, sem votação, a medida perde a validade, ou seja, caduca.

Sem digitais

Deixar a medida mofar até perder a validade é a opção que mais agrada na oposição, assim, ninguém carrega a pecha de defender o imposto.

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Motivos...

Empresários pressionam para que Alcolumbre devolva sob pretexto de falta de urgência e relevância para que Lula tenha editado a medida.

...de sobra

Outro argumento é a afronta à segurança jurídica e ao princípio da previsibilidade tributária, já que o Congresso aprovou a taxa em 2024.

Fernando Haddad (Fazenda) e Lula. (Foto: Ricardo Stuckert)
Lula e Flávio Bolsonaro

Escândalo não liquida candidatura, Lula que o diga

 

O áudio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, para um filme sobre o pai, fez parecer o fim da sua candidatura. Mas o Brasil recomenda cautela. Lula (PT) que o diga. No Mensalão, em 2005, com parlamentares aliciados mediante propina, a prisão de Lula era dada como certa, e a oposição o queria “sangrando” até a eleição de 2006. O resultado é conhecido: Lula foi reeleito com folga. O petista adotou a narrativa cara-de-pau de ser “vítima” das elites conservadoras e colou.

Repeteco com Dilma

Quatro anos depois, novo escândalo de corrupção, o Petrolão, mais de 200 condenações. E Lula conseguiu reeleger Dilma Rousseff (PT).

Da prisão ao poder

O capítulo final é ainda pior: após quase dois anos preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista foi “reabilitado” pelo STF e eleito em 2022.

Pequenas causas?

O caso de Flávio Bolsonaro e Vorcaro não está no mesmo patamar de gravidade de um mensalão ou de um petrolão. Ao menos por enquanto.

Poder sem Pudor

Marvada conselheira

O então líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu vista e retirou da pauta, na Comissão de Assuntos Econômicos, de um projeto sobre isenção de IPI para aguardente de cana-de-açúcar. “O PSDB votará contra”, adiantou. E não resistiu a uma alfinetada em Lula (PT), que na época era presidente: “Temo que decisões de certos presidentes vizinhos possam ter sido tomadas sob o efeito desse produto brasileiro de exportação...”

País a ser estudado

A lição da História é clara: candidaturas não morrem por escândalos isolados, ainda que ruidosos. Até renascem quando possuem base eleitoral fiel, narrativa eficaz e capacidade de se fingir se de “vítima”.

Ninguém tasca

Flávio Bolsonaro (PL), que pediu uma grana ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme do pai, respondeu sem rodeios ao ser perguntado se a ex-primeira-dama disputaria a presidência: “Michele não será candidata”.

 

Ficou feio

Envelheceu como leite no sol a fala de Romeu Zema (Novo) sobre Flávio Bolsonaro (PL) pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, do Master. Campanha de Zema para o governo mineiro levou R$1 milhão do pai do banqueiro.

Bom exemplo

Ministro aposentado do STF, Marco Aurélio Mello foi só elogios a André Mendonça, relator do caso Master na Corte. Disse que o ministro, indicado por Jair Bolsonaro, pratica “atos que robustecem o Supremo”.

Frase do dia

“Mais uma vez, quem vai pagar a conta é o povo brasileiro”

Senador Jorge Seif (PL-SC) sobre reajuste no preço da gasolina que se avizinha

Velho Oeste

Tá feia a coisa entre Amauri Ribeiro e Major Araujo, dois deputados estaduais do PL em Goiás. Após trocas de ameaças, Araújo pediu à presidência da assembleia para ficar armado no plenário. Foi negado.

Só enrolação

Eduardo Girão (Novo-CE) acusa o “Desenrola 2.0” de ser politicagem paliativa e eleitoreira, o que não resolve o endividamento da população. O senador cobrou de Lula um programa de educação financeira.

Ponte aérea

Quem deu as caras na sede do PL, em Brasília, nesta quinta-feira (14), foi o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Pré-candidato ao Senado, Castro reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Engana bobo

Osmar Terra (PL-RS) não comprou a lorota de Lula de combate ao crime organizado. O deputado lembra que o petista tem três mandatos como presidente da República e só agora diz que vai enfrentar o problema.

Pergunta no Congresso

Davi Alcolumbre vai sair de cima da CPMI do Master?

 

Fonte/Créditos: Cláudio Humberto PODER, POLÍTICA E BASTIDORES Com Tiago Vasconcelos e Rodrigo Vilela

Créditos (Imagem de capa): (Foto: Ricardo Stuckert).15/05/2026 0:01 | Atualizado 14/05/2026 23:27

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Elinaldo Bispo

Publicado por:

Elinaldo Bispo

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