A Boeing acaba de anunciar a segunda fase da expansão de sua unidade de produção dos 787 Dreamliner em Charleston, Carolina do Sul, desenhada para começar a entregar 10, isso mesmo, dez aviões por mês a partir de julho de 2026. A Boeing estima que a demanda mundial nos próximos 20 anos deve chegar a 6.800 unidades deste que é seu maior modelo para aviação comercial.
Fonte:
https://boeing.mediaroom.com/2025-11-07-Boeing-South...
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Queima de bilhões de m3 de nafta/s? Obras de engenharia civil de impacto monumental e permanente, todas indispensáveis para saciar a apreciável gana expansória do "environment" aeronáutico? Ara...
Como se pode ver, tanto lá como na Bombardier, Dassault, Martin Lockheed, Northrop Grunman, Gripen e suas equivalentes na China, Índia, Turquia e Rússia, nem se cogita faltar nafta.
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Como nem um Paulistinha até hoje se aguentou de Ribeirão a Valadares à base de etanol (avalie as duas turbinas P&W de um modesto 175E2...), alguém vai ter que fornecer a querosene de aviação.
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Ou então, que Deus nos abençoe com um "think tank" de químicos de ponta, todos cabras-macho e de preferência também cisgêneros, que mandem a turma do mimimi de biocombustíves trocar ideia com os teijús em Porto de Galinhas, e tomem a peito o desafio de desenvolver uma variante do etilenoglicol e/ou do dietilenoglicol como anticongelante para o etanol, coisa que nem de longe interessa, ao invés, dá calafrios aos CEOs da Dow, Shell ou Basf.
Imagine voos diários desses 787 Dreamliner na rota Los Angeles-Sidney com escala em Honolulu, todos movidos a etanol não-congelável em altitudes transoceânicas. Nuss...
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Melhor: que tal ser este um país com reservas na plataforma continental economicamente viáveis o suficiente, capazes de alimentar seu parque de refino, logo enrijecido com Abreu e Lima, Comperj etc.
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O jogo não é bruto, muita poeira nos olhos é que tolda a visão.
Fonte/Créditos: CARLOS ASSUNÇÃO

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