27 de agosto de 2026 às 08:36 Porto Velho Redação Correio da mata
Durante entrevista ao programa Papo de Redação, da Rádio Parecis 98.1 FM, em rede estadual, o candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), apresentou propostas para enfrentar os principais desafios da saúde pública no estado e defendeu a conclusão do novo Hospital João Paulo II como uma das prioridades de sua eventual gestão.
Costa propôs a formalização de um convênio com o Ministério da Saúde para viabilizar a entrega da nova unidade hospitalar, aproveitando a estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) localizada às margens da BR-364, a cerca de 500 metros do atual João Paulo II. Segundo ele, engenheiros e arquitetos dos quadros públicos poderiam elaborar o projeto e o termo de referência necessários para dar andamento à obra.
O político lembrou que mais de R$ 35 milhões já teriam sido investidos na construção, que conta com a fundação executada, mas que o espaço foi recentemente cedido à Prefeitura de Porto Velho para a implantação do Centro Político-Administrativo da capital.
Para viabilizar a conclusão do hospital, Costa afirmou que pretende mobilizar diferentes fontes de recursos. Entre elas, citou mais de R$ 70 milhões disponibilizados pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, o remanejamento de aproximadamente R$ 50 milhões da fonte 500 e a destinação de cerca de 10% das emendas parlamentares dos deputados estaduais para a área.
“Dobrar a oferta de leitos clínicos de enfermagem, centros cirúrgicos e UTI vai ser a nossa palavra de ordem: efetividade, sem revanchismo político e priorizando o interesse dos rondonienses”, afirmou.
Descentralização e fortalecimento da rede
Samuel Costa também defendeu a descentralização dos serviços de saúde. Para ele, é necessário fortalecer as unidades regionais e deixar a média e a baixa complexidade mais próximas dos municípios, evitando a concentração de pacientes em Porto Velho.
A proposta, segundo Costa, é reorganizar a rede estadual para garantir atendimento mais rápido e humanizado, reduzindo a sobrecarga dos hospitais da capital e oferecendo mais dignidade aos usuários do Sistema Único de Saúde.
Saúde mental como prioridade
Outro eixo destacado durante a entrevista foi a saúde mental. Costa afirmou que, além da construção e ampliação de unidades hospitalares, o Estado precisa investir diretamente no cuidado psicológico e psiquiátrico da população.
Ele defendeu a implantação e o fortalecimento de CAPS com atendimento 24 horas, sete dias por semana, especialmente diante do crescimento dos problemas relacionados à dependência em jogos de azar e à ludopatia.
Costa também destacou a necessidade de políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes. Segundo ele, aproximadamente 350 mil rondonienses estariam nessa condição e precisam ser contemplados pelas políticas permanentes do Estado.
“Mais importante do que construir obras é cuidar das pessoas. Precisamos diminuir a dor e o sofrimento de quem precisa do Estado e também de suas famílias”, afirmou.
Para Samuel Costa, a saúde pública deve ser tratada como política de Estado, com planejamento, descentralização, ampliação da capacidade hospitalar e atenção especial à saúde mental e à inclusão.
“A prioridade é entregar resultados. Não importa quem começou uma obra ou quem assinou um projeto. O que importa é entregar saúde e dignidade para o povo de Rondônia”, concluiu.

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