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Sábado, 12 de Setembro 2026
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Justiça

Prisão domiciliar - Moraes veta participação de bispo em grupo de oração na casa de Bolsonaro

Robson Rodovalho integra o grupo de orações de Michelle Bolsonaro. O pedido de inclusão foi enviado na última sexta-feira, 19

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Prisão domiciliar
Esta é a segunda visita de religiosos autorizada por Moraes. A primeira foi liberada no dia 15 de setembro, quando o ministro autorizou a realização de um culto -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Esta é a segunda visita de religiosos autorizada por Moraes. A primeira foi liberada no dia 15 de setembro, quando o ministro autorizou a realização de um culto - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes barrou a inclusão do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, no grupo religioso autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar há mais de um mês. Bolsonaro permanece detido enquanto aguarda os próximos desdobramentos da condenação imposta pelo STF, que o sentenciou a 27 anos e 3 meses de prisão.

A solicitação da defesa baseou-se na Lei nº 7.210/1984, que garante assistência religiosa a pessoas privadas de liberdade em instituições civis e militares.

Na decisão, Moraes destacou que o grupo não pode desviar de sua finalidade principal, criticando a tentativa de incluir pessoas com o objetivo de realizar visitas que não foram formalmente solicitadas ou desvio da pauta prevista na proposta de visita.

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"O Grupo de Orações, entretanto, não pode ser usado como desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas", pontou Moares.

A resposta foi divulgada no dia 23, e o nome de Robson Rodovalho foi oficialmente vetado. Além de líder religioso e fundador da Igreja Sara Nossa Terra, Robson tem trajetória na política, ele foi deputado federal pelo Distrito Federal entre 2006 e 2010. No entanto, em 2010, teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por infidelidade partidária, ao trocar o DEM pelo PP.

Esta é a segunda visita de religiosos autorizada por Moraes. A primeira foi liberada no dia 15 de setembro, quando o ministro autorizou a realização de um culto.

Durante a última manifestação da direita, realizada no dia 7 de setembro, Michelle Bolsonaro criticou a decisão de Moraes por não permitir que o grupo realizasse uma oração com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Eu não posso fazer um culto religioso porque ele Moraes não permitiu, e eu pedi. Libera a petição. Libera os meus irmãos para estarem comigo nesse momento", disse a ex-primeira-dama durante o ato na Avenida Paulista, em São Paulo.

Fonte/Créditos: Por Agência Estado

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