PRESSÃO

Em coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth afirmou que o Irã está com a liderança desesperada, com capacidades bélicas cada vez mais debilitadas e, em geral, subjugado pelos EUA na guerra.
"O Irã não apenas não tem mais força aérea funcional, sua Marinha está no fundo do Golfo Pérsico e sua capacidade de mísseis está diminuindo. A situação da liderança iraniana não está nada melhor: desesperados, eles foram para o subterrâneo para se esconder. É o que ratos fazem. Ouvimos que o 'não tão' supremo líder deles está ferido e provavelmente desfigurado", afirmou Hegseth.
O secretário de Guerra norte-americano apontou para o fato que nem a voz nem a imagem de Khamenei não apareceram em seu 1º pronunciamento à nação, lido na TV estatal iraniana na quinta-feira.
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"Foi um pronunciamento fraco, sem voz nem vídeo. Ele pediu unidade após matar dezenas de milhares de manifestantes. O Irã tem bastantes câmeras e microfones, por que um pronunciamento escrito? Acho que vocês sabem o porquê. (...) Ele está com medo, ferido e escondido, e não tem legitimidade. A situação está uma bagunça. Quem está no comando? Nem o Irã sabe", completou Hegseth em referência a Mojtaba Khamenei.
Khamenei afirmou na quinta-feira que o Irã continuará os ataques a bases dos EUA no Oriente Médio e que o Estreito de Ormuz continuará fechado, contrariando expectativas de rendição alimentadas por Donald Trump. Uma autoridade iraniana afirmou à AFP que Teerã deixaria os navios de alguns países passarem pelo local, porém sem especificar quais.
Hegseth, por sua vez, afirmou que os EUA "têm opções" no Estreito de Ormuz, mas não disse quais, e garantiu que o Exército se preparou para tudo que o Irã tem feito na região. O governo Trump considera mobilizar navios de guerra para escoltar petroleiros pelo estreito, porém admitiu "ainda" não ser possível mobilizar tal operação —a situação pode mudar até o final do mês.
"Eles [Irã] estão demonstrando desespero puro no Estreito de Ormuz. Estamos lidando com isso, não há com o que se preocupar", afirmou Hegseth.
Sobre o assunto, o secretário de Guerra aproveitou para criticar a imprensa dos EUA pela cobertura da guerra: negou que o conflito esteja se expandindo e que os iranianos surpreenderam com sua retaliação contra países do Oriente Médio e no Estreito de Ormuz.
Fonte/Créditos: Por G1 Publicada em 13/03/2026 às 10h12

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