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Quinta-feira, 17 de Setembro 2026
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PodRondônia - ASSISTA: Fisioterapia pediátrica promove autonomia e desenvolvimento além do diagnóstico

Em entrevista ao RolimCast, a fisioterapeuta neuropediátrica Ellen Nicacio explicou que o acompanhamento especializado considera as necessidades, as potencialidades e a rotina de cada criança

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Redação Olá Rondônia

Foto: RolimCast

A fisioterapia pediátrica não se limita à realização de exercícios ou ao tratamento de crianças com deficiência. O acompanhamento especializado também busca estimular o desenvolvimento, ampliar a autonomia e melhorar a participação da criança nas atividades do cotidiano. O assunto foi abordado pela fisioterapeuta neuropediátrica Drª Ellen Nicacio durante entrevista ao RolimCast, podcast do Grupo Amazun exibido pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.

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Apresentado por Angélica Cristina, o episódio teve como tema “Fisioterapia Pediátrica: muito além do diagnóstico”. Durante a conversa, a profissional explicou que o atendimento considera diferentes aspectos do desenvolvimento infantil, como coordenação motora, equilíbrio, postura, funcionalidade e qualidade de vida.

“A fisioterapia pediátrica auxilia a criança no seu desenvolvimento de forma integral”, afirmou Ellen.

Segundo a fisioterapeuta, cada criança possui um ritmo próprio, mas existem marcos do desenvolvimento que precisam ser observados e acompanhados. Quando os responsáveis percebem dificuldades persistentes para sentar, ficar em pé, andar, falar, manter o equilíbrio ou realizar atividades do dia a dia, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender a situação.

A especialista ressaltou que o objetivo não é comparar crianças, mas identificar se determinada habilidade está sendo desenvolvida dentro do esperado e se há necessidade de estímulos específicos.

“Cada criança tem o seu próprio ritmo, porém existem marcos que precisam ser acompanhados e alcançados”, explicou.

Criança precisa de liberdade para se desenvolver

Entre as orientações apresentadas no programa, Ellen destacou a importância de proporcionar liberdade e ambientes seguros para que os bebês e as crianças possam explorar movimentos.

Segundo a profissional, permanecer por períodos prolongados em equipamentos que limitam a movimentação pode reduzir as oportunidades de desenvolvimento. Sempre de maneira segura e com supervisão, colocar a criança no chão permite que ela role, alcance objetos, mude de posição e experimente diferentes movimentos.

“Criança, para se desenvolver, é no chão. Ela precisa de liberdade”, destacou.

A fisioterapeuta também esclareceu que o acompanhamento não é exclusivo para crianças com deficiência. Crianças com atraso motor, alterações de equilíbrio e coordenação ou que necessitem de mais estímulos também podem ser beneficiadas.

“A fisioterapia não é somente para a pessoa com deficiência. A fisioterapia é para todos”, pontuou.

Brincar também é terapia

Outro tema abordado durante o RolimCast foi o papel das brincadeiras no atendimento pediátrico. Conforme Ellen, o brincar pode ser utilizado de forma planejada para estimular habilidades motoras e funcionais, tornando a terapia mais agradável e significativa para a criança.

Em vez de reproduzir uma sessão voltada apenas a exercícios, o profissional estabelece objetivos e utiliza atividades lúdicas para ajudar a criança a desenvolver movimentos, equilíbrio, coordenação, força e participação.

“A brincadeira é uma ferramenta muito importante para estimular essas habilidades”, afirmou.

A entrevistada explicou que a quantidade de exercícios não é mais importante do que a qualidade dos estímulos. Cada atendimento precisa ser individualizado, baseado nas necessidades da criança e orientado por objetivos definidos.

Autonomia vai além de andar

Durante a entrevista, Ellen também explicou que autonomia não significa apenas conseguir andar sem ajuda. Uma criança pode desenvolver independência para brincar, alimentar-se, escovar os dentes, locomover-se com equipamentos auxiliares e participar da rotina familiar.

“A autonomia vai muito além do andar. O objetivo é ajudar a criança a participar e realizar atividades da forma mais possível”, declarou.

De acordo com a fisioterapeuta, o principal objetivo do acompanhamento é promover funcionalidade, autonomia, participação e qualidade de vida. O tratamento deve respeitar as condições, as necessidades e as potencialidades de cada criança.

O episódio completo pode ser assistido no canal Olá Rondônia, no YouTube.

URL PARA ASSISTIR AO PODCAST:

#saúde infantil#rolimcast#Fisioterapia Pediátrica#Desenvolvimento Infantil#Ellen Nicacio#Neuropediatria#Autonomia Infantil#qualidade de vida#Rolim de MouraFonte: Olá Rondônia

Fonte/Créditos: Olá Rondônia

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