Lopes foi convocado como testemunha e estava sem habeas corpus preventivo que o fizesse se calar ou ser preso, por isso não haverá pretexto para a Procuradoria Geral da República não o denunciar. Na prisão anterior, “ordem superior” soltou o economista Rubens Costa, braço direito de Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, que também recebeu voz de prisão por mentir muito à CPMI.
Ao final da sessão da CPMI e após decretar a prisão de Lopes, Viana explicou que “durante essa sessão, ficou constatado que o depoente omitiu informações deliberadamente, entrou em contradição em várias delas e, ao ser questionado novamente pelo relator e por membros desta comissão, manteve as afirmações. Essas contradições configuram mentira deliberada e ocultação de informações com intuito de prejudicar as investigações dessa comissão”, disse Viana.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que mais uma vez foi o destaque da sessão, comparou Ferreira Lopes a Maurício Camisotti, que criou três entidades sindicais e com elas é acusado de tomar mais de R$580 milhões dos aposentados. “Hoje, a gente descobriu outro Maurício Camisotti, se chama Carlos Roberto Ferreira Lopes. Pelas mãos da Conafer passaram mais de R$ 800 milhões, aqui nós descobrimos que R$ 140 milhões foram direcionados diretamente para o assessor dele, Cícero Marcelino”, disse Gaspar.
Fonte/Créditos: Diário do Poder
Créditos (Imagem de capa): Foto: reprodução da TV Senado.
