
Imagens aéreas da paisagem do Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul: clima quente e seco prejudica espécies dependentes da umidade. Foto: Karoline Ceron
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou, na tarde de terça-feira (3), a taxa de desmatamento de 2025 para o Pantanal, indicando queda de 65% na destruição do bioma no ano passado. No período, foram desmatados 291 km², o equivalente à cidade de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com os números do Instituto, no ano anterior, o bioma havia perdido 842,4 km². “O ano de 2024, que temos esse número muito alto, foi fortemente influenciado por aquelas imensas queimadas registradas na região. Em 2025 o número voltou para o padrão mais próximo das outras taxas”, explica Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento do desmatamento do INPE.
A taxa anual de desmatamento para o Pantanal é divulgada desde 2017. De acordo com Almeida, a média de destruição do bioma entre 2017 e 2024 foi de 697,74 km2/ano. Isso significa, portanto, que a cifra registrada em 2025 está 58% abaixo da média.
A taxa anual de desmatamento no Pantanal é fruto do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR) do INPE. O sistema realiza o mapeamento anual da supressão de vegetação nativa em todos os biomas do país, utilizando imagens de satélite para produzir os dados oficiais sobre o desmatamento no Brasil, fundamentais para ações de conservação e políticas ambientais.
Desmatamento na Amazônia
Também na terça-feira, o Instituto divulgou a taxa consolidada de desmatamento para a Amazônia, indicando que, em 2025, foram colocados abaixo 5.731 km² de floresta. O número teve variação de apenas 1,12% em relação à estimativa divulgada em outubro de 2025 (5,796 km²), indicando que as previsões do instituto estão cada vez mais precisas.
Esta é a primeira vez que a taxa consolidada – a que é efetivamente considerada para formulação de políticas públicas – é divulgada ainda em março. Historicamente, o número tem sido divulgado entre abril e maio.
A antecipação, segundo o Instituto, também indica um avanço tecnológico e precisão maior nos dados.
Fonte/Créditos: Cristiane Prizibisczki · 4 de março de 2026
Créditos (Imagem de capa): Foto: Karoline Ceron

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