A apuração, anunciada nesta sexta-feira, 7, atende a um pedido do presidente Donald Trump, que acusa os frigoríficos de elevar artificialmente os preços da carne por meio de “conluio ilícito, fixação e manipulação de preços”.

O texto menciona quatro companhias que, juntas, controlam cerca de 85% do mercado americano de carne bovina: JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef.
“Cartéis estrangeiros”
O documento oficial afirma que a JBS, “maior processadora de carne do mundo”, é uma empresa de propriedade estrangeira.
“Ao examinar se essas empresas violaram as leis antitruste por meio de preços coordenados ou restrições de capacidade, esta investigação irá erradicar qualquer conluio ilegal, restaurar a concorrência justa e proteger nossa segurança alimentar”, diz o texto.
Trump
Trump afirmou que os frigoríficos estariam lucrando à custa dos consumidores.
“Enquanto o preço do gado cai substancialmente, o da carne embalada sobe. Sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto”, escreveu nas redes sociais.
O republicano disse ainda que “as corporações de propriedade estrangeira inflacionam artificialmente os preços e colocam em risco a segurança do suprimento nacional de alimentos”.
Ele defendeu “ação imediata” para proteger consumidores e combater monopólios ilegais.
Queda nas ações
Após as declarações, as ações da JBS chegaram a cair 6% na Bolsa de Nova York, encerrando o pregão com recuo de 3,64%.
A Pilgrim’s Pride, subsidiária de frango da empresa, doou US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2017. Outras companhias citadas, como Smithfield Foods e Tyson Foods, também registraram oscilações nos papéis.
Fonte/Créditos: Redação O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): jbs usa

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