Correio da Mata- Sua fonte de notícias na cidade de Rolim de Moura

MENU

Notícias / Mundo

Mundo - Senegal dobra pena para relações homoafetivas e criminaliza divulgação

Aprovada com 135 votos e nenhum contrário, lei sobe punição para até 10 anos e equipara homossexualidade a zoofilia e necrofilia

Mundo - Senegal dobra pena para relações homoafetivas e criminaliza divulgação
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando
Mundo
 
Senegal dobra pena para relações homoafetivas e criminaliza divulgaçãoFoto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O parlamento do Senegal aprovou nesta quarta-feira, 11, uma legislação que endurece as punições para relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo no país.

Com 135 votos favoráveis, zero contrários e três abstenções, o texto dobra a pena máxima prevista no código penal anterior, de cinco para dez anos de prisão, e torna crime a divulgação ou o financiamento de atos classificados como “contra a natureza”, categoria que abrange homossexualidadebissexualidadetransexualidade, zoofilia e necrofilia.

oantagonista
 

Uma promessa transformada em lei

A aprovação cumpre compromisso de campanha do governo que tomou posse em 2024, liderado por Bassirou Diomaye Faye e pelo primeiro-ministro Ousmane Sonko. O partido governista Pastef mobilizou apoiadores nas semanas anteriores à votação: manifestações foram realizadas em Dakar, com cartazes de arco-íris riscados e gritos de “não à homossexualidade”.

Publicidade

Leia Também:

O texto anterior do código penal senegalês, cuja última alteração datava de 1966, já previa penas para “atos contra a natureza”. Parlamentares favoráveis à nova lei argumentaram que aquele artigo era vago e insuficiente para o que chamaram de proteção dos valores nacionais.

O período que antecedeu a votação foi marcado por aumento nas prisões. Entre 9 e 24 de fevereiro de 2026, cerca de 27 homens foram detidos sob suspeita de “atos contra a natureza” ou de transmissão voluntária do HIV, crime punível com até dez anos de prisão. A Federação Internacional de Direitos Humanos registrou os casos.

Um movimento que avança na região

Em 2025, Burkina Faso aprovou legislação que criminalizou, pela primeira vez, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, com penas de até cinco anos. No mesmo período, Mali e Trinidad e Tobago adotaram ou restabeleceram punições equivalentes.

Em Gana, um projeto em tramitação no parlamento propõe elevar a pena máxima para esse tipo de relação de três para cinco anos, além de punir com prisão quem apoiar, patrocinar ou divulgar atividades identificadas como LGBTQIA+.

Segundo a Reuters, o quadro global indica que 65 países mantêm leis que criminalizam relações entre pessoas do mesmo sexo, com sanções que variam entre multas e prisão, chegando, em alguns casos, à pena de morte.

Fonte/Créditos: Redação O Antagonista 3 minutos de leitura11.03.2026 21:50comentários 0

Créditos (Imagem de capa): Pinto/Agência Brasil

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Fale conosco!