
A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado (foto) participou neste sábado, 14, de forma virtual, da Conferência de Segurança de Munique, a partir de uma localização não revelada nos Estados Unidos.
Em seu discurso, ela renovou seu chamado para acelerar a transição democrática na Venezuela e afirmou que, uma vez que seu país seja livre, “Cuba e Nicarágua seguirão o mesmo caminho”.

E acrescentou: “Isso foi provocado por um regime criminoso que destruiu o país e se apropriou de seu território”.
Estados Unidos
Ela também deu destaque ao papel da pressão internacional:
“Durante anos denunciou e mostrou ao mundo o nível de crimes cometidos na Venezuela.”
Sobre o apoio dos Estados Unidos, afirmou: “É o único país que arriscou a vida de alguns de seus cidadãos pela liberdade da Venezuela. Estamos agradecidos porque o que ocorreu em três de janeiro abriu o caminho para a transição democrática”.
A líder opositora reforçou ainda a necessidade de “ações, não apenas palavras” e convocou “outros países democráticos” para a “libertação e reconstrução de uma nação com enorme potencial”.
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Retorno à Venezuela
Sobre seu retorno ao país, Machado afirmou:
“Voltarei assim que cumprir os objetivos e ações que estabeleci. Meu trabalho atual implica atuar diretamente com atores internacionais, algo que não pude fazer antes devido à proibição de sair do país por mais de doze anos.”
Machado também comentou sobre sua atuação no exterior:
“Ouvi durante anos que nos deixam de lado, mas sempre omitem o mais importante: o povo. O povo venezuelano decidiu ser livre e arriscar tudo por um país democrático. Somos uma rede de cidadãos organizada, com um milhão de voluntários que agora formam uma plataforma pronta para agir civicamente na transição democrática.”
E acrescentou:
“Há cinco semanas parecia impossível que Maduro enfrentasse a justiça internacional. Hoje, os restos do regime seguem ordens dos Estados Unidos em uma fase de desmantelamento. A restauração institucional apenas começa e só será sustentável se houver legitimidade popular e cumprimento constitucional.”
Machado fez um chamado à diáspora e à juventude venezuelana:
“Para que a economia desperte, precisaremos que nosso talento e nossa juventude retornem. Milhões anseiam voltar, mas só o farão se houver certeza de democracia e liberdade.”
E em seguida afirmou:
“Quando desmontarmos o regime criminoso na Venezuela, Cuba e Nicarágua seguirão o mesmo caminho. Pela primeira vez, as Américas poderão se livrar do comunismo e da ditadura.”
Fonte/Créditos: Redação O Antagonista 3 minutos de leitura14.02.2026 17:20
Créditos (Imagem de capa): Reprodução: Redes Sociais

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