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Sábado, 12 de Setembro 2026
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Mundo-Crusoé: Ataque iraniano falhou, mas foi feito para dar certo

Irã enviou 170 drones, 120 mísseis balísticos e 30 mísseis de cruzeiro contra Israel, mas não imaginou que a taxa de interceptação seria tão alta, de 99%

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Crusoé: Ataque iraniano falhou, mas foi feito para dar certo
Forças Aéreas Israelenses

Após o ataque iraniano com 170 drones, 120 mísseis balísticos e 30 mísseis de cruzeiro contra Israel, autoridades americanas têm buscado evitar uma resposta militar israelense.

O presidente americano Joe Biden está buscando agendar uma reunião do G7 para encontrar uma “solução diplomática“.

 
 

Entre os argumentos apresentados para botar panos quentes está o de que Israel interceptou 99% dos projéteis lançados contra o seu território. O resultado surpreendente seria uma vitória israelense, então não haveria motivo para atacar o Irã, que já foi derrotado.

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Esse argumento não considera que, apesar de ter falhado, o ataque iraniano foi feito para dar certo. Ao lançar um número nunca antes visto de drones e mísseis contra outro país, os iranianos queriam causar morte e destruição, e não apenas mandar um sinal, um recado.

O pacote de projéteis foi inspirado naqueles que os russos usaram repetidamente contra a Ucrânia, com grande efeito“, afirma o Instituto do Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), em Washington.

Os drones foram lançados muito antes dos mísseis balísticos, provavelmente com a intenção de que, se eles chegassem ao mesmo tempo a Israel, sobrecarregariam o funcionamento dos sistemas de defesa antiaérea. Trata-se de uma técnica que tem sido muito usada pelos russos na Ucrânia. 

Os iranianos sabiam que Israel teria um desempenho melhor que o dos ucranianos, mas não tinham ideia de que seus inimigos se sairiam tão bem.

A taxa média de interceptação das defesas aéreas ucranianas é de 46% dos mísseis balísticos russos nos maiores ataques. Os iranianos muito provavelmente sabiam que as taxas israelenses seriam maiores que a dos ucranianos, mas não acima dos 90% contra os mísseis balísticos — os russos afinal, nunca dispararam tantos mísseis balísticos em um único ataque contra a Ucrânia“, afirma o Instituto.

Fonte/Créditos: Redação O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Forças Aéreas Israelenses

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