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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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Justiça

MP mira venda de combustíveis adulterados por parte do PCC

A Operação Spare cumpre 25 mandados de busca e apreensão

MP mira venda de combustíveis adulterados por parte do PCC
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira, 25, uma nova operação para desarticular um esquema voltado à exploração de jogos de azar e à venda de combustíveis adulterados ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Batizada de Spare, a operação é realizada em conjunto com a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado de SP e a Polícia Militar e cumpre 25 mandados de busca e apreensão.

Segundo o MPSP, as investigações começaram a partir da apreensão de máquinas de cartão em casas de jogos clandestinos situadas na cidade de Santos, no litoral paulista, que estavam vinculadas a postos de combustíveis.

A análise das movimentações financeiras revelou que os valores eram transferidos para uma fintech, utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos e sua destinação final”, afirmou o Ministério Público em comunicado.

“Com o aprofundamento das investigações, foi possível identificar uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na movimentação dos valores ilícitos”, acrescentou.

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Os investigadores identificaram vínculos com empresas do ramo hoteleiro, postos de combustíveis e instituições de pagamento que mantinham uma contabilidade paralela, dificultando o rastreamento dos recursos.

O MP informou que a fintech usada no esquema também foi alvo da Operação Carbono Oculto.

Operação Carbono Oculto

Foi deflagrada em 28 de agosto a megaoperação Carbono Oculto, realizada para desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro articulado pelo PCC no setor de combustíveis.

Estavam na mira dos investigadores várias empresas envolvidas na cadeia de importação, produção e distribuição, além de postos de combustíveis.

Segundo a Receita Federal, o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro e ocultar patrimônio.

Ao todo, 42 alvos foram localizados em cinco endereços na avenida Faria Lima, em São Paulo.

Pelo menos 40 fundos de investimento (multimercado e imobiliários) eram controlados pelo Primeiro Comando da Capital.

Mais de 1 bilhão de reais em bens foram bloqueados.

Leia também: “Em São Paulo, bandido não tem vez”, diz Tarcísio

 

 

Fonte/Créditos: Redação O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Créditos: depositphotos.com / LuIvDa

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