
A permanência do investigado na carceragem da capital federal foi uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida na última quinta-feira (19). Tal transferência viabilizou o início de uma etapa mais densa das negociações entre a defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria Polícia Federal. Além de Sérgio Leonardo, que ocupa o cargo de procurador-geral da OAB Nacional, o corpo jurídico de Vorcaro conta com a atuação do advogado José Luis Oliveira Lima, o “Juca”.
No encontro desta segunda, o defensor permaneceu nas dependências da PF por um período superior a 90 minutos. Ao se retirar, Leonardo optou por não dar declarações aos jornalistas. Conforme os protocolos da Polícia Federal, o banqueiro ocupa individualmente uma cela comum, contendo apenas o mobiliário básico de cama e banheiro, isolado dos demais detentos. Diferente de outros casos notórios, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, Vorcaro não possui acesso às salas de Estado Maior ou espaços reservados a autoridades.
Daniel Vorcaro foi detido no começo de março durante a Operação Compliance Zero. A investigação mira um suposto esquema de crimes financeiros e corrupção de agentes públicos, além da criação de uma milícia privada. O inquérito sustenta que o grupo teria articulado fraudes bilionárias, estimadas em R$ 17 bilhões, fundamentadas em carteiras de crédito inexistentes que seriam negociadas com o Banco de Brasília (BRB).
Fonte/Créditos: Juan Araujo/23/03/2026 16:27 | Atualizado 23/03/2026 16:27
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Divulgação/Banco Master).

