
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (18) ampliou a previsão de alta da inflação de 4,91% para 4,92% para este ano de 2026. A projeção do mercado financeiro para alta dos preços, que afeta os juros, ocorre pela 10ª semana seguida, neste ano de eleições presidenciais, em que Lula (PT) tenta reeleição para o Palácio do Planalto.
A previsão para a taxa básica de juros foi afetada pela escalada da perspectiva de alta para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com o mercado prevendo a elevação da Selic de 13% para 13,25%. A perspectiva de aumento nos juros é a primeira desde 20 de abril, mas preserva em 11,25% a previsão da Selic para 2027, e em 10% para 2028 e 2029.
A estimativa do IPCA para 2027 foi a mesma da última semana, de 4%. E ampliou de 3,64% para 3,65% a projeção da inflação para 2028. Enquanto manteve em 3,5% a projeção de alta de preços de 2029.
A perspectiva para o câmbio mantém a indicação de que o dólar deve fechar 2026 em R$ 5,20. E reduziu a projeção da moeda estadunidense medida na semana anterior, de R$ 5,30 para R$ 5,27, em 2027; e de R$ 5,35 para R$ 5,34, em 2028. Já para 2029, o dólar manteve a previsão de R$ 5,40, medida na semana passada.
O aumento de gastos públicos, com pacotes bilionários lançados por Lula neste ano eleitoral, pesa para o aumento das projeções do mercado para inflação e, consequentemente, para os juros da Selic.
Fonte/Créditos: Diário do Poder/ Davi Soares
Créditos (Imagem de capa): (Foto: José Cruz/Agência Brasil)18/05/2026 11:11 | Atualizado 18/05/2026 11:11
