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Sábado, 12 de Setembro 2026
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Política

Juíza investigada por Moraes se transforma em asilada política nos EUA

Ludmila Lins Grilo é autora da obra 'O inquérito do fim do mundo'.

Juíza investigada por Moraes se transforma em asilada política nos EUA
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Ludmila Lins Grilo é autora da obra 'O inquérito do fim do mundo'.

Juíza afastada, Ludmila Lins Grilo. (Foto: extração redes sociais)

Só depois de um ano de residência na ‘terra da liberdade’ ela revelou a saída do Brasil. “Passei todo esse tempo reorganizando minha vida, e chegou a hora de revelar o que aconteceu. Sou, oficialmente, uma juíza brasileira em asilo político nos Estados Unidos”, escreveu a magistrada em um blog pessoal.

Ludmila conta que ainda exercia a atividade de juíza quando se instalou nos Estados Unidos e que cumpria a programação diária da vara criminal, por videoconferência. “Venho perante a comunidade internacional como juíza aposentada em minha terra natal, o Brasil. Lamentavelmente fui obrigada a deixar o meu país devido às consequências terríveis de uma ditadura judicial que havia se enraizado”, denunciou em vídeo que circula internet.

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A juíza também se comprometeu em amplificar globalmente a voz dos perseguidos pela ‘ditadura judicial’ instalada no Brasil.

Em 2022, a magistrada passou a ser investigada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, por opinar sobre política e sobre o inquérito das  fake news nas redes sociais.

Em fevereiro de 2023, o CNJ instaurou dois processos disciplinares contra Ludmila e determinou seu afastamento do cargo de titular da Vara de Infância e Juventude de Unaí (MG).

No mês seguinte, o TJ-MG ‘bateu o martelo’ sobre a  aposentadoria compulsória da juíza. Ludmila foi acusada de violar deveres do magistrado e adotar procedimento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções.

Em agosto de 2023, o Diário do Poder cobriu evento em que Ludmila palestrou, de maneira remota, na Biblioteca do Senado.

Durante o encontro com familiares e advogados dos presos do 8 de janeiro, ela afirmou que não se arrepende da postura que a levou ao afastamento da magistratura. “Perdi o meu cargo, mas minha dignidade está intacta”, cravou.

“Estamos num momento em que a Suprema Corte está violando direitos alheios e não adianta eu recorrer, não vou me dar a esse trabalho. Estamos em uma ditadura judicial”, arrematou.

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