Sábado, 07 Fevereiro de 2026 - 07:26 | Redação

Preso em flagrante após ser contido por testemunhas e seguranças, o homem que matou a professora Juliana Mattos de Lima Santiago na noite desta sexta-feira (6), dentro da Fimca, em Porto Velho, disse que mantinha relacionamento amoroso com a vítima. João Cândido da Costa Junior, 24 anos alegou que foi tomado pelo ódio.
Na sala onde o crime aconteceu, foi localizada a faca utilizada no ataque, além de pertences pessoais do criminoso e da vítima.
Criminoso contido por acadêmico policial e delegado
Após o ataque, João Cândido da Costa Junior tentou fugir pelo interior do prédio, mas foi perseguido e contido na parte inferior da instituição por alunos. Um dos responsáveis pela detenção é acadêmico da faculdade e policial militar, que ouviu os gritos, presenciou a professora ferida e passou a perseguir o agressor logo após determinar que outros estudantes realizassem o socorro.
Também atuou na contenção um professor da instituição, delegado da Polícia Civil, que desceu de sala após ouvir a confusão e encontrou o criminoso já imobilizado, tomando conhecimento de que uma professora havia sido esfaqueada.
Confirmação da morte
O criminoso apresentava ferimentos nos braços e nas pernas e foi encaminhado inicialmente para atendimento médico. Em seguida, ele foi levado ao Departamento de Flagrantes.
No hospital, a equipe médica confirmou a morte de Juliana Mattos de Lima Santiago. A professora deu entrada na unidade já sem sinais vitais, com perfurações no tórax e uma lesão profunda no braço.
Relatos de quem presenciou
Outro acadêmico relatou que estava em sala próxima quando ouviu barulho estranho. Ao se aproximar, encontrou a professora caída, tentando conter o sangramento no braço.
Confissão
Durante atendimento médico, João Cândido da Costa Junior disse aos policiais que manteve relacionamento amoroso com a vítima por cerca de três meses. Segundo ele, no último mês percebeu distanciamento por parte da professora.
Segundo o criminoso, há pouco tempo a própria professora teria dado a ele um doce e, junto, uma faca — a mesma usada no ataque. Ele relatou que guardou o objeto e que aguardou o momento em que ficou sozinho com a vítima em uma sala de aula para iniciar uma conversa sobre o relacionamento.
Ainda conforme o relato, após uma discussão, ele afirmou ter sido tomado por raiva e desferido diversos golpes de faca contra a professora, não sabendo precisar a quantidade, tentando fugir em seguida, mas sendo contido por alunos.
Objetos apreendidos
No Departamento de Flagrantes, o criminoso reconheceu como seus uma mochila azul e um relógio encontrados no local. Dentro da mochila havia objetos pessoais, materiais de estudo, roupas, uma lata de cerveja vazia e outros itens, todos apreendidos junto com a faca utilizada no ataque e pertences da vítima.
Fonte/Créditos: RONDONIAGORA
Créditos (Imagem de capa): RONDONIAGORA

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