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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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Justiça

Fuga de chefes de facção reforça necessidade de lei contra “saidões”

Existem dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, mas ambos estão parados em comissões temáticas de Câmara e Senado

Fuga de chefes de facção reforça necessidade de lei contra “saidões”
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Existem dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, mas ambos estão parados em comissões temáticas de Câmara e Senado

A fuga de chefes de facção em todo o Brasil reforça a necessidade – urgente, diga-se – de uma medida mais efetiva contra as saídas temporárias, popularmente chamadas como “saidões”.

 

As saídas temporárias ocorrerem em datas comemorativas específicas, tais como Natal, Páscoa e Dia das Mães, para confraternização e visita aos familiares. Tecnicamente, os saidões funcionam da seguinte maneira: o Juiz da Vara de Execuções Penais edita uma portaria que disciplina os critérios para concessão do benefício da saída temporária e as condições impostas aos apenados, como o retorno ao estabelecimento prisional no dia e hora determinados.

Também, em teoria, o benefício visa à ressocialização de presos. Mas sem uma punição exemplar a quem desrespeita a regra, os “saidões” se transformaram em alento para criminosos. E em um risco para a população brasileira.

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Somente neste final de ano, e apenas no Rio de Janeiro, 253 detentos que foram autorizados a deixar a prisão para passar o Natal em casa não voltaram para as prisões.

Detalhe: dois destes fugitivos foram condenados a prisão sob suspeita de comandar as maiores facções de tráfico de drogas no estado: Saulo Cristiano Oliveira Dias, 42, conhecido como SL; e Paulo Sérgio Gomes da Silva, 47, o Bin Laden.

O SL foi condenado a 18 anos de prisão, acusado de matar o militar do Exército Thiago dos Santos Souza. Thiago foi executado pelo “tribunal do tráfico” por engano ao ser confundido com milicianos.

Paulo Sergio comandou o tráfico de drogas no Morro Dona Marta, em Botafogo no Rio de Janeiro.

Esses dois casos são exemplares e reforçam a necessidade de se extinguir os “saidões”; ou ao menos se instituir uma punião mais rigorosa para que não cumpre o combinado com as Varas de Execuções Penais. Há duas propostas em trâmite no Congresso Nacional: as dos deputados federais Pedro Paulo (MDB-RJ) e Bibo Nunes (PL-RS).

A proposta de Pedro Paulo foi aprovada no plenário da Câmara em agosto do ano passado, com o apoio de 311 deputados. Desde então, a proposta está parada no Senado, aguardando deliberação da Comissão de Segurança Pública, antes de ser votada no plenário.

Já o texto de Bibo Nunes foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara e hoje está na CCJ da Casa, sob a relatoria do petista Lindbergh Farias (RJ).

O fato é que agora o Brasil precisa ter coragem de se debruçar sobre um assunto delicado como esse. E não há mais justificativas para que o Poder Legislativo se omita.

Fonte/Créditos: Wilson Lima

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