
O motivo: a suspeita de que os três, tidos como líderes da facção Comando Vermelho, estariam adotando estratégias para atrasar o julgamento de um homicídio que tramita há quase 23 anos.
O processo em questão deveria ser julgado pelo Tribunal do Júri, mas, segundo a acusação, os réus e seus advogados promoveram sequência de atos para impedir o regular andamento judicial.
Entre as condutas apontadas estão a desistência repentina de advogados às vésperas de audiências e a entrega tardia de documentos, prática conhecida como “document dumping”.
No pedido, o MPRJ argumenta que essas manobras demonstram intenção clara de obstruir a Justiça, adiar o julgamento e garantir que Marcinho VP permaneça preso, ou seja, que não seja liberado ao término do prazo máximo de reclusão.
Ele está preso por outros processos e, conforme a acusação, só completaria o prazo máximo em 2026 após 30 anos de prisão.
Além disso, o órgão ministerial afirma que, mesmo atrás das grades, os três réus continuam a exercer influência sobre as atividades da facção dentro do sistema prisional, o que configuraria risco concreto à segurança pública caso fossem beneficiados com flexibilizações ou solturas.
Até o momento, não há decisão pública divulgada sobre o deferimento imediato da nova prisão preventiva solicitada, nem sobre os trâmites para o julgamento do homicídio em questão.
Fonte/Créditos: Pedro Taquari
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Divulgação).

