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Membros do Banco Central passaram o dia de ontem tentando amenizar a irritação do Planalto com a falta de uma sinalização de um possível corte em agosto
A tensão gerada pelo texto do Comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgado na noite de quarta-feira (23/6) fez com que pessoas do colegiado procurassem integrantes do governo para explicar que, apesar de quase ninguém ter entendido dessa forma, o texto deixa sim uma porta aberta para um corte na taxa Selic em breve.
A pista sobre o início de ciclo de quedas nos juros deve ficar mais clara na Ata do Comitê que será publicada na terça-feira. Essa talvez seja a explicação para o comportamento dos juros futuros ontem, que mantiveram a precificação de corte praticamente inalterada.
No exterior, commodities em queda. Minério de ferro encerrou a primeira parte da sessão em Singapura em queda de 2,25%, cotado a US$ 109,15/tonelada. O petróleo também operava em baixa (-1,42%), negociado a US$ 73,09 o barril do tipo Brent, às 8h15.
A agenda econômica do dia trouxe inflação no Japão em linha com o esperado e deve dar força à continuidade da política monetária expansionista japonesa. Na Europa, dados econômicos piores no Reino Unido aumentaram a percepção de uma possível recessão global. Além disso, os Estados Unidos acompanha a divulgação dos PMIs (Índices de Gerentes de Preços) às 10h45.
Fonte/Créditos: Rodrigo Oliveira

