
O governo Lula destinou cerca de R$ 2 milhões a influenciadores digitais e artistas para participação em campanhas publicitárias desde 2025, sob a gestão de Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Os dados, publicados pela Folha, foram obtidos via Lei de Acesso à Informação, após determinação da Controladoria-Geral da União para divulgação dos valores.

Outros influenciadores receberam valores que variaram de R$ 1 mil a cerca de R$ 125 mil para produção de conteúdo ligado a programas e iniciativas do governo.
Matheus Buente recebeu R$ 124,9 mil, Morgana Camila R$ 119,2 mil e Vitor diCastro R$ 90 mil. Há ainda pagamentos de R$ 50 mil a Anaterra Oliveira e Rodrigo Góes, além de R$ 40 mil a nomes como Gabriela de Oliveira Ferreira, Giovana Fagundes e Matheus Sodré.
Além dos pagamentos diretos, parte das ações contou com parcerias com plataformas digitais.
O apresentador João Kleber, por exemplo, participou de campanha sem remuneração federal, em ação viabilizada pelo Kwai, que recebeu ao menos R$ 19,5 milhões em publicidade oficial no último ano.
A atual estratégia também ampliou o peso do ambiente digital na publicidade governamental. Mais de 30% da verba foi destinada a sites e plataformas, que receberam ao menos R$ 234,8 milhões de um total de R$ 681 milhões investidos em anúncios no período recente.
Verba para big techs dispara
A verba de publicidade do governo Lula passou a privilegiar plataformas digitais e, pela primeira vez, superou os investimentos em emissoras como SBT e Band, segundo levantamento da Folha.
A mudança ocorreu em 2025, com aumento da participação da internet no total gasto pela Secom de Lula e ministérios.
No último ano, os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões de um total de cerca de R$ 681 milhões em anúncios.
O valor representa mais de 30% da verba, avanço em relação aos cerca de 20% registrados anteriormente.
Google e Meta passaram a figurar entre os principais destinatários da publicidade federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record. As duas empresas superaram, pela primeira vez, os investimentos direcionados a SBT e Band.
Os dados indicam crescimento expressivo nos repasses às big techs. Os valores destinados ao Google saltaram de R$ 10,5 milhões em 2023 para mais de R$ 60 milhões, enquanto a Meta também registrou aumento relevante no período.

Redação O Antagonista
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Fonte/Créditos: Redação O Antagonista 3 minutos de leitura11.04.2026 08:23comentários 1
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