Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai apresentar nesta segunda-feira, 14, as suas alegações finais na ação penal que apura a existência de uma suposta trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
O prazo para a manifestação se encerrou no sábado. Mas, como a data caiu em um final de semana, processualmente vale o primeiro dia útil.

Na manifestação, Gonet vai apresentar as provas reunidas ao longo do processo e os fundamentos jurídicos que embasam o pedido de condenação do grupo. O ex-presidente será descrito como o líder da organização.
Apesar da crise diplomática envolvendo o Brasil e os Estados Unidos, e as pressões do clã Bolsonaro para interferir na ação penal, a taxação de Donald Trump não deve entrar no contexto das alegações finais da PGR.
Na visão de integrantes da Procuradoria, esses fatos serão alvo de outras investigações mirando especificamente o filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro, que está desde o ano passado nos Estados Unidos.
A complicada situação de Jair Bolsonaro no STF
Como mostramos na semana passada, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e advogados que atuam na defesa de réus do núcleo principal da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado avaliam que a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro se agravou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Além disso, conforme apurou este portal, integrantes do STF avaliam que há provas concretas e robustas de que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem atuado para embaraçar a ação penal e, assim, tentar influenciar o resultado do julgamento de seu pai, que deve ocorrer no final de agosto ou início de setembro.

Wilson Lima
Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.
Fonte/Créditos: Wilson Lima / O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Foto: Lula Marques/Agência Brasil
