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“Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele [Bolsonaro] vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta. Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo pra vala. Porque não é digno”, atacou o governador petista.
Bolsonaro reagiu ao que chamou de “Discurso de ódio que pode: Quando o sistema escolhe seus alvos”, criticando o silêncio e conivência das instituições como a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) ao discurso carregado de ódio. E afirmou que, em qualquer cenário civilizado, tal ataque deveria gerar repúdio imediato e ações institucionais firmes.
“Mas nada aconteceu. Não houve abertura de inquérito, nem busca e apreensão, tampouco convocação da Polícia Federal para apurar incitação à violência. Nenhuma nota de determinado do STF, nenhuma indignação de determinado ministro que se diz fervoroso interessado no assunto, nenhuma capa de jornal tratando o caso como ‘ameaça à democracia’. Ao contrário: silêncio, cumplicidade ou até aplausos discretos dos mesmos que se dizem guardiões do Estado de Direito”, escreveu Bolsonaro, na rede social X.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Antonio Augusto/STF).
‘Barbárie com verniz progressista’
O ex-presidente sugeriu que o tratamento seria diferente, com manchete, prisão, e processo por “discurso golpista” e “incitação ao ódio”, se em vez do governador de esquerda, fosse um bolsonarista dizendo algo remotamente parecido, ou com a palavra “vala” em qualquer contexto.
“Só há crime quando convém ao sistema, só há repressão quando o alvo é a oposição. Esse tipo de discurso, vindo de uma autoridade de Estado, não apenas normaliza o ódio como incentiva o pior: a violência política, o assassinato moral e até físico de quem pensa diferente. É a institucionalização da barbárie com o verniz de “liberdade de expressão progressista”, concluiu o ex-presidente.
Em sua postagem na rede social, Bolsonaro questiona o que mais pode ser permitido, quando se consente que se deseje a morte de opositores impunemente, sob a conivência de quem deveria conter o extremismo, e não alimentá-lo.
“A verdadeira ameaça à democracia não está em frases de WhatsApp ou em manifestações populares. Está no alto da cadeia de poder, onde os que gritam por ‘tolerância’ e ‘combate às fake news’ são os mesmos que, na prática, incitam o ódio, mentem descaradamente e permanecem blindados por um sistema que escolheu lado”, protestou Bolsonaro.
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