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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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Justiça

Até 30 de setembro - STJ adia prazo para Anvisa regular cultivo medicinal de cannabis

União terá mais tempo para definir autorização sanitária a empresas para plantio e venda do cânhamo industrial, para fins terapeuticos

Até 30 de setembro - STJ adia prazo para Anvisa regular cultivo medicinal de cannabis
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A decisão tomada no âmbito do julgamento do Incidente de Assunção de Competência 16 (IAC 16), que considerou juridicamente possível a concessão de autorização sanitária para plantio e comercialização do cânhamo industrial (planta da cannabis) por pessoas jurídicas, para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos.

Um plano com diversas iniciativas em curso foi apresentado pela Anvisa e pela União, além de outras ações estratégicas a serem executadas de acordo com o novo prazo definido.

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“Vejo que as peticionantes cumpriram, embora parcial e provisoriamente, a determinação estabelecida por este Superior Tribunal, considerando a mobilização de esforços conjuntos de órgãos e entidades envolvidos na revisão administrativa da disciplina normativa aplicável, bem como a adoção de medidas capazes de afastar, neste momento, a mora pelo adimplemento incompleto da obrigação”, destacou a relatora do processo, ministra Regina Helena Costa.

Normas e mais debate

A ministra citou a proposta de vinculação da União e da Anvisa às providências descritas no plano, incluindo prazos  para suas respectivas implementações. Destacando entre o objetivos a aprovação de normas obrigatórias para regular a cadeia de atividades ligadas à produção e ao acesso aos derivados da cannabis. Além de criação de amplos espaços de diálogos com segmentos sociais e da articulação de setores do Poder Executivo na elaboração de propostas para a regulamentação.

A execução do plano até o dia 30 de setembro deve resultar na alteração da Portaria 344/1998 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Tal norma administrativa proibiu, há cerca de 27 anos, o cânhamo industrial em todo o Brasil.

A ministra Regina Helena Costa exigiu que o STJ seja informado sobre o cumprimento de todas as etapas intermediárias do plano.

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Fonte/Créditos: Davi Soares / Diário do Poder

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