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“Eu fico muito triste, muito triste, porque ontem o Congresso Nacional poderia ter aprovado [uma MP] para que os ricos pagassem um pouco mais de imposto”, disse o presidente.

Discurso malandro
“É engraçado, porque o povo trabalhador paga 27,5% de Imposto de Renda do seu salário, e os ricos não querem pagar 12%, não querem pagar 18%. Então, eles acham que ontem, eles votaram… ‘Ah, derrotamos o governo’. Não derrotaram o governo, derrotaram o povo brasileiro, derrotaram a possibilidade de melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. tirando mais dinheiro dos ricos e distribuindo para os pobres. Foi isso que aconteceu ontem no Congresso Nacional”, disse Lula.
Foi com esse discurso malandro da “justiça tributária” que o governo conseguiu avançar na Câmara com o projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais mensais. Pelo jeito, o discurso tem efeito limitado no Congresso, pois não emplacou nesta semana.
O governo Lula já encampou mais de 20 iniciativas para aumentar impostos desde seu inicio, porque não tem qualquer disposição para fazer os ajustes fiscais de que o Brasil precisa.
A verdadeira justiça
Como disse Pedro Kazan em análise publicada em O Antagonista, contudo, “a verdadeira justiça fiscal não nasce de isenções eleitoreiras, mas da eficiência administrativa”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já sinalizou que vai tentar tirar dinheiro de outro bolso dos brasileiros, sempre com o discurso malandro na ponta da língua.
“Mesmo com a notícia de que um governador do estado agiu, na minha opinião, em detrimento dos interesses nacionais para proteger a ‘Faria Lima’, nós não vamos prejudicar o estado de São Paulo”, disse Haddad, mandando indireta para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Tarcísio
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), também acusou Tarcísio de atuar contra a MP 1.303 e chegou a dizer que a oposição de estava antecipando a corrida eleitoral de 2026 — quando, na verdade, o governo Lula está abertamente no modo campanha desde janeiro.
O governador de São Paulo reagiu em um vídeo:
“Ficar jogando uns contra os outros de forma absurda e querer que a população apoie aumento de impostos e eram 10 impostos que iam ser aumentados ontem, ninguém, nem eu, nem o país vai apoiar. Já chega. Vamos parar de inventar culpado. Tenha vergonha, Haddad. Respeite os brasileiros. Cortem gastos. Pensem que a gente precisa governar, a gente precisa sair do palanque, a gente precisa trabalhar e fazer a diferença, porque é isso que a gente tá fazendo aqui em São Paulo.“
A corrida eleitoral de 2026 de fato começou, e o governo Lula ainda tenta fechar o Orçamento federal para o próximo ano, mas não por pensar no Brasil ou no “pobre”, e sim na reeleição.
A conta disso tudo virá em 2027, como os próprios governistas admitem, pois se avizinha um colapso fiscal causado pela gastança irresponsável de quem alega defender os pobres, mas só pensa em formas de permanecer no poder, sempre às custas do Brasil.
Fonte/Créditos: Rodolfo Borges/O Antagonista
Créditos (Imagem de capa): Foto: Ricardo Stuckert/ PR
