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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
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Economia

A transparência do Copom contra os ataques de Lula

“A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)

A transparência do Copom contra os ataques de Lula
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'Estadão' diz em editorial que a Ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central mostrou que "divergências entre diretores do BC não são políticas"

A Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mostrou que “divergências entre diretores do BC não são políticas”, diz o Estadão em editorial publicado nesta quarta-feira (9).

 

“A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dirimiu dúvidas sobre as razões que motivaram a redução mais intensa da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC). No documento, mais longo que o padrão, o BC explicitou os motivos técnicos que levaram a uma divisão entre os diretores e reafirmou o compromisso do BC de conduzir a inflação de volta à meta”, diz o jornal.

O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual na semana passada, após meses de manutenção da taxa Selic em 13,75%. O fez, contudo, indicando que não se submetia às pressões do governo Lula, que gritou durante os últimos sete meses contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que acabou por dar o voto de minerva pela redução dos juros na última reunião.

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“Faltava, porém, a divulgação da ata para afastar insinuações sobre a existência de motivações políticas a embasar a decisão”, destaca o Estadão“De forma transparente, o documento mostrou que um grupo não considerava haver sinais suficientes de mudanças no cenário e nas projeções para permitir um corte mais agressivo da taxa básica de juros. Outro, no entanto, destacou a dinâmica recente da inflação e a manutenção das metas de inflação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) como fatores que contribuíram para ancorar as expectativas, o que abria espaço para uma queda mais intensa dos juros”, segue o editorial.

Ao detalhar minuciosamente a decisão, diz o Estadão“o Banco Central reafirmou sua autonomia de forma transparente e corajosa, deixando claro haver não apenas um compromisso firme de combate à inflação, como também espaço para opiniões divergentes na cúpula da instituição”, finaliza o jornal, acrescentando: “Que este seja, a partir de agora, o padrão de comunicação do BC”.

Reportagem da última edição de Crusoé detalha os grupos em que se divide atualmente o Copom e explica como isso influencia nos debates para alterações na taxa básica de juros.

 

Fonte/Créditos: Redação O Antagonista

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