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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados analisa nesta terça-feira (6) o pedido de suspensão cautelar do mandado do deputado Gilvan da Federal (PL-ES), por seis meses. A solicitação da Mesa Diretora denuncia quebra de decoro parlamentar em razão de graves ofensas do deputado à ministra-chefe da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman. E o relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), formalizou na noite de ontem (5) seu voto favorável à suspensão do mandato.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu ao ataque de Gilvan da Federal contra a ministra que comanda as articulação política do governo Lula (PT) com o Congresso Nacional. Gleisi foi chamada de “amante”, em referência ao apelido atribuído à petista, na planilha de propina entregue pela antiga Odebrecht, na investigação da Operação Lava Jato. Gilvan da Federal ainda declarou que uma pessoa com aquele apelido deveria ser uma “prostituta do caramba”.
Além de definir a suspensão do mandato, a reunião do Conselho de Ética marcada para às 11h, no Plenário 11, deve instruir o processo que pode levar à perda do mandato de Gilvan da Federal.
Ontem, a ministra apresentou queixa-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gilvan da Federal, pelas ofensas. Ela pediu que o deputado seja condenado nas penas máximas dos crimes de difamação e injúria e pague R$ 30 mil em indenização por danos morais.
Faltou dignidade
A representação assinada por Hugo Motta aponta que Gilvan da Federal deve ter mandato suspenso por quebrar o decoro, na reunião da terça-feira (29) da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, quando fez a manifestação “gravemente ofensivas e difamatórias contra deputada licenciada para ocupar cargo de Ministra de Estado, em evidente abuso das prerrogativas parlamentares, o que configura comportamento incompatível com a dignidade do mandato”.
“As falas do representado excederam o direito constitucional à liberdade de expressão, caracterizando abuso das prerrogativas parlamentares, além de ofenderem a dignidade da Câmara dos Deputados, de seus membros e de outras autoridades públicas”, diz um trecho da representação.
Leia o que disse Gilvan da Federal: “Na Odebrecht, existia uma planilha de pagamento de propina para políticos. Eu citei aqui o nome de ‘lindinho’, de ‘amante’ – que deve ser uma prostituta do caramba – aí teve um deputado aqui que se revoltou”
O apelido “lindinho” é atribuído ao deputado Lindbergh Farias (PT/RJ), marido de Gleisi, que reagiu chamando Gilvan da Federal de desqualificado.
Fonte/Créditos: Davi Soares
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Agência Câmara).
