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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
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Samuel fica sem um centavo do PSB; Abib recebe pouco mais de R$ 1 milhão; e MDB deixa estaduais sem recursos

A íntegra da coluna redigida por Sérgio Pires

  Samuel fica sem um centavo do PSB; Abib recebe pouco mais de R$ 1 milhão; e MDB deixa estaduais sem recursos
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OPINIÃO DE PRIMEIRA
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Samuel fica sem um centavo do PSB; Abib recebe pouco mais de R$ 1 milhão; e MDB deixa estaduais sem recursos
BAIXARIA, CONFRONTOS, ATAQUES E CONTRA ATAQUES. DEBATE DA SICTV REPETIU A HISTÓRIA: FOI O MELHOR DE TODOS

Vamos por partes, como diria o Estripador de Londres. Nota dez para a organização, cenários, mediador, equipe técnica. Unanimidade. Daí em diante, quando dependeu dos candidatos, principalmente de Expedito Netto e Samuel Costa, a coisa degringolou. Foi de uma baixaria como, certamente, jamais se viu em confrontos entre candidatos ao Governo.

Comecemos pelos candidatos, obviamente em ordem aleatória. Marcos Rogério esteve seguro. Eventualmente até seguro demais, sem demonstrar emoções. É do seu estilo. Foi atacado, contra atacou, mas tudo dentro da normalidade, num confronto deste peso, que pode decidir uma eleição.

Adailton Fúria foi um dos mais atacados. Compreende-se. Ele aparece nas pesquisas, até agora, como o nome que tem condições de ir ao segundo turno contra Rogério. Bateu e sofreu ataques, principalmente de Pedro Abib. Fúria manteve seu discurso e se saiu bem.

Hildon Chaves, infelizmente, não repetiu o Hildon de outros confrontos, principalmente na sua performance como candidato a Prefeito. Esteve inseguro nas respostas e, eventualmente, parecia distante. Seu melhor momento foi quando “nomeou” seus concorrentes como seus secretários, caso seja eleito Governador.

Pedro Abib é um nome novo na política, mas experiente em confrontos , debates e ideias. Ainda muito longe de se tornar um candidato viável ao Governo, pelas pesquisas, ele demonstra um grande preparo. Certamente vai se ouvir muito nele, a partir de agora.

Escolheu principalmente Adailton Fúria para o confronto. Apesar de ainda jovem para a política, com apenas 40 anos, Fúria tem experiência suficiente. Não caiu nas armadilhas. Mas Abib se tornou um dos principais destaques do debate, senão o maior deles.

No final do debate, o melhor, mais intenso e que mostrou como é, realmente, cada um dos candidatos, certamente o eleitor conseguiu tirar suas conclusões. Há os que mudaram o voto, embora já tivessem até decidido por um dos contendores.

E, mais que isso, é muito provável que, na próxima pesquisa, o numero de indecisos, até agora na faixa dos 30 por cento, tenha diminuído.

Os grandes debates promovidos pela SICTV, sempre considerados os melhores e mais decisivos, têm tido este poder. É por isso que o jovem empresário Marlon Leoni e a enorme equipe que ele comanda, se esmeram em realizar um evento de tal grandeza.

EXPEDITO NETTO E SAMUEL PROTAGONIZARAM O QUE DE PIOR PODE EXISTIR NUM CONFRONTO POLÍTICO DEMOCRÁTICO

O lado lamentável de um evento democrático como este foi protagonizado por dois candidatos de partidos de esquerda, que surpreenderam os organizadores, os demais participantes e, certamente o público, com baixarias inacreditáveis para um evento de tal grandeza.

Expedito Netto e Samuel Costa cometeram aquilo que pode se considerar como o lado pior da política. O enfrentamento não foi de ideias, de programas, de projetos. Foi de baixaria, de ataques pessoais, de ofensas, de envolvimento da família, enfim, um momento da nossa política que deveria ser riscado da História.

Não se vai repetir aqui todas as baixaria proferidas de lado a lado. Mas não se pode ignorar que Samuel Costa atacou os pais de Expedito Netto, que, por óbvio, não tinham como se defender e nada tinham a ver com o debate. Já Expedito acusou Samuel por corrupção e por ter sido denunciado por crime sexual.

Samuel retrucou, dizendo que se Expedito fizesse um exame de sangue e provasse que não usa drogas, ele, Samuel, renunciaria à própria candidatura. Não foi um confronto de adversários políticos: foi de dois inimigos. Foi uma guerra sem regras.

Todos os que assistiram ficaram pasmos e indignados, com o nível do confronto. Ninguém ganhou e nem poderia. Os dois perderam. E todos os milhares e milhares de rondonienses que assistiram ao triste episódio, certamente, vão dar, nas urnas, a resposta merecida. Lamentável!

CAMPANHA FRIA E SEM DINHEIRO PARA A GRANDE MAIORIA DOS CANDIDATOS. NO MDB, ESTADUAIS FICARAM A ZERO

A onze dias da eleição, a expectativa começa a crescer. Quem irá para o segundo turno entre os candidatos ao Governo? Quem serão os dois eleitos para o Senado? E os oito que representarão Rondônia na Câmara Federal? Na Assembleia Legislativa haverá grande renovação ou a maioria dos os atuais deputados vai se manter em suas cadeiras?

Na reta final das campanhas (na verdade uma das mais frias dos últimos anos) o desespero começa a tomar conta de alguns que tinham certeza de se eleger e de alegria de outros, que estão vendo seus nomes crescerem.

Em Porto Velho, mesmo sendo uma eleição geral, a movimentação nas ruas tem sido menor do que a ocorrida na última eleição municipal, por exemplo. A concentração do dinheiro das campanhas em poucas mãos, certamente é um dos motivos.

Em alguns partidos, candidatos a deputado estadual não receberam um só tostão para suas campanhas. Um dos casos mais conhecidos é do MDB, com uma nominata fraca, escolhida a dedo pelo senador Confúcio Moura, cujos concorrentes não viram a cor do vil metal. Não foi o único partido a deixar os membros de suas nominatas a ver navios.

Na corrida pelo Governo, Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves e Expedito Netto receberam bom dinheiro dos seus partidos. Já Pedro Abib, do MDB, ficou com apenas 1 milhão e 47 mil reais, enquanto o socialista Samuel Costa não viu um mísero centavo do PSB.

PESQUISAS SEM CRÉDITO ALGUM VOLTAM A OCUPAR ESPAÇO NA ELEIÇÃO DE RONDÔNIA. HAVERÁ ALGUMA SOLUÇÃO

A cena faz parte do folclore das eleições em Rondônia. Alguém cria um instituto de pesquisa, consegue um bom dinheiro e vai para a sombra de uma árvore, “fazer” a pesquisa que, claro, dá grande vantagem a quem a patrocinou. Uns dizem que é apenas lenda. Outros juram que a história ocorreu mesmo, no passado.

A verdade é que, nos últimos tempos, as pesquisa têm dado trabalho aos candidatos que não as compram e à Justiça Eleitoral. Um dos institutos problemáticos é o Veritá, que já teve pesquisas impugnadas no Amazonas e agora em Rondônia, pelos números que apresenta, sempre beneficiando um candidato.

Na semana passada, o Veritá divulgou pesquisa e que o candidato Marcos Rogério tinha 47 por cento das intenções de votos. Os demais concorrentes chiaram. A equipe jurídica de Hildon Chaves conseguiu com que a pesquisa fossem considerada Fake e o instituto foi multado, ainda, em 53 mil reais, além de ter que retirá-la do ar.

Alguns dias depois, o Veritá volta com nova pesquisa, agora dando vitória a Marcos Rogério com mais de 50 por cento dos votos, ou seja, ganharia fácil no primeiro turno. Fúria teria 27pontos e Hildon Chaves, 14.

Ora, como não houve qualquer fato novo que indicasse a vitória de Rogério no primeiro turno, as suspeitas se tornaram mais fortes. O caso está sendo analisado pela Justiça Eleitoral.

É possível a vitória de Marcos Rogério no primeiro turno? Claro que é. Mas todas as pesquisas consideradas sérias, realizadas nas últimas semanas, apontam para um segundo turno.

JUSTIÇA DERRUBA LIMINAR E MANTÉM LICITAÇÃO PARA PRIVATIZATR A CAERD EM 40 CIDADES RONDONIENSES

Liminar que impedia o andamento da licitação para privatização da Caerd foi derrubado no Tribunal de Justiça, nesta semana. Portanto, o certame programado para a próxima quarta-feira, dia 29, a cinco dias da eleição do primeiro turno ao Governo.

A liminar foi derrubada por decisão do presidente do TJ, desembargador Alexandre Miguel. Ou seja, a concorrência internacional para a concessão da regionalização dos serviços de abastecimento de água e implantação do sistema de esgoto em 40 municípios, está autorizada.

Com a decisão, a licitação, com valor estimado em i8u bilhões e 470 milhões de reais, pode prosseguir, inclusive com a entrega das propostas e a sessão pública de leilão prevista para o dia 29.

A queda da liminar foi pedida pedido pelo Estado de Rondônia, pela Microrregião de Águas e Esgotos e pela Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados (Agero). O recurso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça contra a decisão da 1ª Vara de Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho, que havia interrompido o procedimento em Ação Popular.

O caso da privatização da Caerd se tornou um dos temas principais dos debates políticos, nesta reta final da disputa pelo primeiro turno da eleição ao Governo. Entre os candidatos, Marcos Rogério, Adailton Fúria, Pedro Abib, Expedito Netto e Samuel Costa já se declararam contrários ao sistema que está sendo apresentado na reta final do governo Marcos Rocha.

É O TERROR OFICIALIZADO: PROFISSIONAIS DA SAÚDE GANHARAM DINHEIRO VENDENDO PLACEBO PARA DOENTES DE CÂNCER

Não tem ética, não tem pena, não tem respeito. Este país está apodrecendo, de cima para baixo, até porque a impunidade campeia e não há qualquer sentimento nobre, incluindo em relação a pessoas com câncer. É trágico. É o terror. A última informação da crueldade, informa que pacientes em tratamento contra o câncer se tornaram vítimas de um crime cruel em várias cidades do Brasil.

A polícia investiga empresários, advogados e funcionários da área da saúde, incluindo médicos, que estariam envolvidos em esquemas de fraude em licitações para compra de medicação, superfaturamento e até suspeita de falsificação de remédios. Não é exagero. É isso mesmo!

Desde o final de junho, a Polícia gaúcha começou a investigar o caso, a partir de denúncias de que, ao invés de remédios para ajudar no combate ao câncer, pacientes recebiam placebo, enquanto a doença piorava.

A suspeita surgiu no Hospital Santa Casa de Caridade de São Gabriel, no interior do Rio Grande do Sul. Funcionários do setor oncológico suspeitaram de um lote de medicamentos e chamaram a polícia. De acordo com as investigações, os indícios de falsificação são grandes, desde erros de grafia, coloração e textura até caixa e bula com idiomas diferentes. Já foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão em imóveis de investigados.

O próprio laboratório recebeu uma amostra, e por isso o laboratório entrou em contato com o Delegado titular da chamada Operação Placebo, avisando que os medicamentos aplicados em pacientes são realmente falsos. A distribuição de todo o lote foi imediatamente suspensa. Esquema envolvia profissionais vários profissionais da saúde. Há pelo menos um caso concreto de uma paciente de 57 anos, com câncer de pulmão, que tomou o Placebo por dois meses e acabou morrendo. O caso foi denunciado no programa Fantástico, da TV Globo, no Domingo.

CANEDO ORIENTA: ELEITOR PODE USARF REDES SOCIAIS PARA SEU CANDIDATO, MAS NÃO PODE COBRAR POR ISSO

O eleitor pode usar suas redes sociais e principalmente no Instagram, para fazer campanha, divulgar fotos e pedir votos para seu candidato? Não é crime eleitoral? O especialista em Direito Eleitoral, o advogado Nelson Canedo, num vídeo divulgado em suas redes sociais, orienta o que pode e o que não pode nesta questão.

Segundo ele, “se você é eleitor e gosta de algum candidato, pode sim usar suas redes sociais para demonstrar apoio, pode postar foto, gravar vídeos e compartilhar conteúdo. Pode pedir votos e dizer abertamente em quem você vai votar”.

E prossegue: “você pode fazer isso mesmo tendo milhares de seguidores. Ter muita audiência não transforma automaticamente uma manifestação espontânea irregular”. Mas, segundo Canedo, “existe uma linha que você não pode cruzar”.

Uma coisa é o eleitor usar o celular espontaneamente, fazer campanha e pedir votos. “Outra coisa, completamente diferente”, alerta o advogado, “é receber dinheiro ou vantagem para fazer isso”. Canedo acrescenta que o eleitor também não pode pagar impulsionamento para aumentar artificialmente o alcance desta propaganda”.

Ele resume: “postar pode; compartilhar também pode. Pedir votos pode. Agora, receber para fazer propaganda ou pagar para impulsionar o conteúdo, aí não pode!

Você não precisa ser candidato para participar da campanha, avisa Nelson Canedo. “só precisa saber onde termina a manifestação espontânea e começa a propaganda irregular!”

TEM CARA NOVA NA POLÍTICA, COM EXCELENTES RESULTADOS NA VIDA PRIVADA, RAFAEL CLAROS FALA EM DESTRAVAR RONDÔNIA

Têm caras novas que querem uma cadeira na Assembleia Legislativa. Um deles, que aparece com boas chances, é o advogado, empresário, produtor rural e líder sindical Rafael Claros, com longo currículo de serviços prestados a Rondônia e que quer aplicar, no seu mandato, aquilo que tem feito, com sucesso, em suas atividades privadas.

Um dos seus motes de campanha está concentrado no conceito “Destravando Rondônia”. A lógica é simples, explica: “identificar o problema, mostrar onde está a trava, explicar suas consequências e apresentar o que pode ser feito pelo mandato de deputado estadual”.

É assim que Rafael Claros pretende buscar soluções para a questão dos trabalhadores terceirizados, cobrando melhores condições e o cumprimento dos contratos. No agronegócio, aborda regularização fundiária e ambiental, segurança jurídica, estradas, energia, logística e condições para produzir.

Já no comércio, quer discutir e encontrar saídas para a e burocracia, geração de empregos e as dificuldades de quem trabalha e empreende. A mesma lógica aparece nas propostas relacionadas à infraestrutura, manutenção do patrimônio público, saúde, famílias e eficiência da administração estadual.

Renovação, apresentar novas ideias; encontrar soluções, colocar em prática na vida pública os bons resultados obtidos pelo trabalho e dedicação, são temas da campanha do candidato.

Vencedor na vida pública, Claros quer agora ser um deputado estadual de muita ação e resultados. É bom ficar de olho nele!

CASO STF/VORCARO: DEPOIS DO CHARUTO DE GONET E DO AVIÃO DO CASAL MORAES, A GRANDE MÍDIA MUDOU DE ASSUNTO

Só um entre a imensa maioria. Na segunda-feira, menos de uma semana depois do absurdo escândalo do STF, em que nada aconteceu com os ministros apontados como envolvidos até o pescoço no caso Vorcaro e seu Banco Master, a grande mídia esqueceu do assunto. No Domingo, ao menos, a nova prova contra Alexandre Moraes (ele e sua esposa descendo de um avião cedido por uma das empresas de Vorcaro) foi destaque na grande mídia. Mas, 24 horas depois, tudo sumiu, Escafedeu-se.

Nem o G1! (Globo); o R7 (Record); a Folha de São Paulo: UOL; o Estadão. Em todos, nem uma linha sobre o escândalo, na semana que começou. A exceção foi o site Terra que publicou matéria sobre o racha que se instalou na Suprema Corte.

Para não ser injusto, há que se destacar o editorial do Estadão, com o título “Não permitimos que Lula reescreva a História”. No subtítulo: “Na História criada pelos petistas, José Dirceu é herói e Lula foi absolvido dos crimes pelos quais foi condenado”. Foi na edição onde, aliás, não há nenhuma notícia sobre o caos no STF.

Nas redes sociais, contudo, o pau continua cantando. A famosa foto do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, que disse que teve apenas um rápido encontro com Vorcaro, mas aparece tomando uísque e fumando um charuto, ao lado dele, bombou.

Só teve menos acessos do que o vídeo em que Alexandre de Moraes e sua esposa descem do jatinho cedido por empresa em que Daniel Vorcaro é sócio.

Mesmo com tanto escândalo escancarado, não aconteceu absolutamente nada com os ministros denunciados.

PERGUNTINHA

Você que é produtor rural, que é do agronegócio, que tem sido atacado por forças policiais, destruindo sua propriedade e perdendo seu gado, o que achou da declaração do presidente Lula dizendo que o agro do Brasil deveria se ajoelhar e agradecer a ele por tudo o que fez pelo setor produtivo, em seus governos?

Política OPINIÃO DE PRIMEIRAImprimirimprimirSérgio PiresOpinião de Primeira, por Sérgio Pires

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Fonte/Créditos: Por Sérgio Pires Publicada em 23/09/2026 às 08h21

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 23/09/2026 12:39
Comecemos pelos candidatos, obviamente em ordem aleatória. Marcos Rogério esteve seguro. Eventualmente até seguro demais, sem demonstrar emoções. É do seu estilo. Foi atacado, contra atacou, mas tudo dentro da normalidade, num confronto deste peso, que pode decidir uma eleição.
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